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Afagos a Tadeuzinho, críticas a Pacheco e Lula: Zema pede celeridade em questão da dívida de MG

O governador Romeu Zema (Novo) expressou simpatia pelo presidente Tadeu Martins Leite (MDB), mas lançou críticas ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), e ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as negociações sobre uma alternativa à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para a dívida de Minas Gerais. Esse tema foi o destaque da reunião solene que marcou o início das atividades da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na quinta-feira (1º/2).
Em mensagem à ALMG, rito comum durante a reabertura, Zema ressaltou que, hoje, a solução para a dívida de cerca de R$ 162 bilhões, que, segundo ele, é do “passado”, é a “principal preocupação”. “Desde 2019, estamos debatendo o nosso plano de recuperação econômica, que considera o RRF como alternativa legal, disponível e alcançável no momento”, apontou o governador, em crítica velada à sugestão apresentada por Pacheco a Lula. Em nova crítica ao presidente do Congresso Nacional, Zema disse que, como o governo “é adepto ao diálogo e à conciliação”, está aberto a qualquer possibilidade. “Mesmo aquelas que foram apresentadas recentemente”, observou o governador. Em dezembro passado, quando já trocaram farpas publicamente, Pacheco chegou a criticar Zema por, nas suas palavras, “querer para ontem algo que não conseguiu resolver em cinco anos”.
A uma semana da agenda de Lula em Minas Gerais, o governador cobrou do Palácio do Planalto uma “solução mais rápida e definitiva” para afastar qualquer risco de colapso do Estado. “Para continuarmos crescendo e prestando bons serviços, permitindo que os mineiros continuem transformando os seus sonhos em realidade, é preciso empenho de todos na solução deste grande problema, que é a dívida com a União. Essa é uma questão que não podemos mais prorrogar, precisamos enfrentar de frente, coragem e de forma urgente”, sinalizou Zema.
Na quarta (31/1), o governo Zema anunciou que, após reunião entre o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, o subsecretário do Tesouro Estadual, Fábio Amaral, e os técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), foram criados dois grupos de trabalho para o prosseguimento das discussões por uma alternativa à dívida. O primeiro é para avaliar a viabilidade da federalização da Cemig, da Copasa e da Codemig. O segundo, para atualizar os números do Plano de Recuperação Fiscal encaminhado pelo governo à STN ainda em maio do ano passado.
Ao fim, Zema afagou Tadeuzinho, que, de acordo com o governador, “tem nos auxiliado com grande entusiasmo na interlocução junto ao governo federal” e a Pacheco. “Fico esperançoso de ver o engajamento e o compromisso desta Casa para resolvermos juntos o que é o maior obstáculo para um futuro melhor para todos os mineiros. Unidos e proativos, com abertura ao diálogo, mas sem perder o senso de urgência, tenho certeza que poderemos muito em breve comemorarmos juntos a superação de mais um obstáculo”, disse.
O governador já havia feito um aceno ao presidente da ALMG, que foi quem recorreu a Pacheco por uma alternativa ao RRF para refinanciar a dívida de Minas com a União. “Entrando no meu sexto ano como governador, posso afirmar com tranquilidade que nunca me senti tão confortável a chegar a esta Casa. Sob a presidência do deputado Tadeu Martins Leite, a ALMG se tornou um ambiente mais acolhedor e respeitoso, sem perder a sua capacidade de fiscalizar e acompanhar os atos do Executivo”, apontou Zema, que tinha o ex-presidente Agostinho Patrus (2019-2023) como desafeto. Quando discursou, Tadeuzinho, que já se manifestou contrário à adesão ao RRF, afirmou que a ALMG busca “uma solução consistente com as reais necessidades e aspirações do povo mineiro” em uma “jornada conjunta com o Congresso Nacional e com os governos federal e estadual”. “Todos os poderes e entidades envolvidos têm consciência de suas responsabilidades perante a sociedade e estou certo de que não pouparam esforços para agir em sintonia, dentro de suas atribuições e competências para alcançar o que exige a população”, disse o presidente.
Além de Zema, o secretário de Governo, Gustavo Valadares, e a secretária adjunta de Governo, Mila Corrêa da Costa, estiveram presentes na solenidade. O superintendente administrativo adjunto de Governança, Marcos Lincoln dos Santos, representou o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), José Arthur Filho, e o procurador geral adjunto de Justiça, Carlos André Bittencourt, representou o procurador geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior.
Ainda compareceram a defensora pública geral, Raquel Gomes de Sousa Costa Dias, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Gilberto Diniz, e o juiz Cássio Azevedo Fontenelle, que representou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Octavio Augusto Boccalini.
Fonte: O Tempo
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