Agências dos EUA atribuem ataques hackers a sistemas de água ao Irã; Trump contesta avaliação
4 de ago.
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Agências de segurança dos Estados Unidos avaliam que hackers ligados ao Irã estão por trás de uma série de ataques cibernéticos contra sistemas de abastecimento de água em diferentes estados do país. A conclusão é compartilhada por investigadores que acompanham o caso, embora o presidente Donald Trump tenha rejeitado publicamente essa hipótese.
Os ataques atingiram sistemas de abastecimento de água em pelo menos sete estados americanos, levando autoridades federais, estaduais e municipais a reforçar o monitoramento da infraestrutura considerada crítica. Segundo as investigações, as invasões tiveram como alvo os sistemas de controle utilizados nas operações de tratamento e distribuição de água, mas não há registro de comprometimento da qualidade da água ou interrupção do abastecimento.
De acordo com fontes, agentes responsáveis pela investigação consideram o Irã o principal suspeito pelos ataques, com base em análises técnicas e no histórico recente de atividades cibernéticas atribuídas ao país. Apesar disso, a apuração continua para confirmar a autoria e identificar todos os responsáveis pelas invasões.
Trump, no entanto, contestou a avaliação apresentada pelos investigadores. O presidente afirmou não acreditar no envolvimento do Irã e atribuiu os problemas à gestão das autoridades locais, citando especialmente o estado de Minnesota, um dos primeiros a relatar incidentes. Segundo ele, a responsabilidade estaria relacionada a falhas administrativas, e não a uma ação coordenada do governo iraniano.
Enquanto as declarações geram divergências políticas, órgãos federais seguem adotando medidas para reforçar a proteção dos sistemas de abastecimento de água. A recomendação é ampliar a vigilância sobre redes industriais e fortalecer os protocolos de segurança cibernética, diante da preocupação com novos ataques contra infraestruturas essenciais dos Estados Unidos.
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