Alerta contra a cegueira: Campanha reforça importância do diagnóstico do glaucoma no SUS
há 4 dias
2 min de leitura
Reprodução
Dando continuidade às ações do mês de conscientização sobre a saúde ocular, a campanha “24 Horas pelo Glaucoma – 24 Dias de Cuidado” segue mobilizando especialistas e a população em todo o país. Lançada oficialmente na última segunda-feira, dia 4, a iniciativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) em parceria com a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) foca na importância do diagnóstico precoce para combater aquela que é uma das maiores causas de cegueira irreversível no mundo. A estratégia de comunicação deste ano aposta na disseminação de conteúdos educativos em plataformas digitais e em podcasts voltados tanto para profissionais da saúde quanto para o público leigo, abordando desde o uso correto de colírios até a desconstrução de notícias falsas sobre a doença.
O glaucoma é frequentemente descrito como uma doença silenciosa, uma vez que não apresenta sintomas claros em suas etapas iniciais, o que leva muitos pacientes a descobrirem a condição apenas quando a visão já está seriamente comprometida. Estimativas atuais indicam que cerca de 1,7 milhão de brasileiros vivem com a patologia. O CBO alerta que, como o dano visual é permanente, o acompanhamento regular é fundamental para grupos de maior risco, como pessoas acima dos 40 anos, indivíduos com histórico familiar da doença, pacientes com alta miopia e populações de ascendência negra ou asiática. Vale ressaltar que o Sistema Único de Saúde garante o acesso integral ao diagnóstico e ao tratamento, oferecendo gratuitamente os colírios e procedimentos necessários para o controle da pressão intraocular. Apesar do esforço institucional, o cenário do atendimento público revela contrastes regionais significativos. Dados coletados entre janeiro de 2019 e o final de 2025 mostram que o SUS realizou mais de 12 milhões de exames específicos para a detecção do glaucoma, registrando um aumento nacional de 65% no volume de procedimentos anuais. No entanto, essa expansão não ocorreu de forma equilibrada pelo território brasileiro. Enquanto o Sudeste apresentou o crescimento mais expressivo, com uma alta de 115% na oferta de exames, a região Nordeste registrou o menor avanço, com apenas 36% de aumento. Essa disparidade evidencia a necessidade de políticas públicas mais assertivas para reduzir as desigualdades no acesso aos serviços oftalmológicos e garantir que o cuidado chegue a todos os cidadãos de maneira uniforme.
Comentários