Alexandre de Moraes manda abrir novo inquérito contra Carla Zambelli, que teve prisão decretada
gazetadevarginhasi
5 de jun. de 2025
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Divulgação
Alexandre de Moraes manda abrir novo inquérito contra Carla Zambelli, que teve prisão decretada.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) a abertura de novo inquérito contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A apuração investiga suspeitas de coação no curso do processo e obstrução de investigação penal envolvendo organização criminosa.
A medida ocorre após Zambelli afirmar publicamente, na terça-feira (3), que deixou o país rumo à Europa. Em entrevistas, ela declarou que pretende se refugiar na Itália, onde possui cidadania, e afirmou ser “intocável na Itália”, indicando que não poderia ser extraditada, o que o ministro interpretou como intenção de burlar a aplicação da lei brasileira.
Moraes apontou ainda que as declarações da parlamentar, o repasse de suas redes sociais para a mãe e a divulgação de desinformação sobre o processo eleitoral brasileiro representam risco de novos crimes e tentativa de enfraquecer as instituições democráticas e interferir em investigações em curso no STF.
Também nesta quarta-feira, o ministro acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decretou a prisão preventiva da deputada.
O despacho determina que a Polícia Federal monitore os perfis associados a Zambelli e realize oitivas em até dez dias. O Banco Central foi acionado para informar sobre transferências via PIX recebidas pela parlamentar nos últimos 30 dias. Como ela está fora do Brasil, a notificação poderá ser feita por meios eletrônicos e os esclarecimentos deverão ser prestados por escrito.
Zambelli já havia sido condenada a dez anos de prisão em regime fechado e à perda do mandato parlamentar, junto com Walter Delgatti Neto, por invasão de dispositivo informático com prejuízo econômico e falsidade ideológica. A condenação está relacionada à inserção de documentos falsos nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como mandados de prisão e alvarás de soltura adulterados.
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