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Alunos expulsos da Unisa são as verdadeiras vítimas, diz advogada


Reprodução

A advogada afirma ainda que fatos veiculados não são isolados, mas acontecem há anos nas universidades e estão ligados ao crescimento do bullying, síndrome de burnout e até mesmo "práticas de suicídio entre garotos e garotas dessa faixa etária".
A defesa chama de lamentável a postura adotada pela Unisa de expulsar os alunos sem, segundo ela, uma apuração dos fatos pelas autoridades competentes e a punição dos verdadeiros responsáveis.
O argumento da defesa é confirmado por dois alunos da Unisa ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato. De acordo com os relatos, ficar nu é um dos trotes que costumam ser aplicados por veteranos aos calouros em diferentes cursos de medicina.
O escritório Vieira Pinto, que representa outros dois alunos expulsos, também manifestou repúdio às expulsões.
Em nota, afirma que os alunos não tiveram acesso a qualquer processo ou a supostas provas nele reunidas e não puderam prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
O escritório afirma que já entrou na Justiça com um mandado de segurança para que os alunos retornem à universidade "respondendo a eventual procedimento, se for o caso, mas desde que observadas as garantias constitucionais inerentes ao devido processo".
A defesa diz que também tenta o retorno dos alunos por meio do Conselho Universitário da Unisa.
Ao menos 15 alunos da faculdade foram expulsos até o momento.
A reportagem tenta contato com a Unisa desde segunda-feira (18), porém não obteve resposta sobre quais métodos foram empregados para identificar os alunos e quais medidas devem ser tomadas para evitar que casos como este se repitam.
Em nota divulgada no site na semana passada, a universidade classificou os atos como "atos execráveis" e disse que entregou ao Ministério Público de São Paulo "elementos que podem colaborar com as providências cabíveis".
Na última sexta (22), o MEC (Ministério da Educação) voltou a notificar a Unisa para pedir informações. Além disso, pediu esclarecimentos de outras três universidades: São Camilo, Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a FCMSCSP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), que têm até 15 dias para se manifestar.
Segundo o MEC, estudantes dessas três instituições também apareceram em imagens com teor similar aos dos vídeos com alunos da Unisa. O objetivo, diz o ministério, é apurar quais medidas foram tomadas para investigar e punir condutas ocorridas em trotes, jogos ou eventos de cunho acadêmico.
A Polícia Civil também investiga o caso e afirma que nos próximos dias deve ouvir os envolvidos para que prestem esclarecimentos sobre o ocorrido.
A investigação apura se no episódio foram cometidos os crimes de ato obsceno (manifestação sexual em público capaz de ofender o pudor) e de importunação sexual.
Fonte: O Tempo
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