Anvisa impõe alerta obrigatório e limita dose de cúrcuma em suplementos após risco raro ao fígado
22 de abr.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas medidas para medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, incluindo a obrigatoriedade de alertas nos rótulos e a limitação de doses da substância. A decisão foi tomada após a identificação de casos raros, porém graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao uso desses produtos, especialmente em cápsulas e extratos concentrados.
Segundo a agência, o alerta tem como base investigações internacionais que identificaram suspeitas de intoxicação hepática em pessoas que consumiram produtos com cúrcuma ou curcuminóides. O risco está relacionado principalmente a formulações que aumentam a absorção da curcumina pelo organismo, fazendo com que os níveis da substância sejam muito superiores aos obtidos na alimentação.
Autoridades sanitárias de países como Itália, Austrália, Canadá e França já haviam emitido comunicados semelhantes após registrarem casos de danos ao fígado associados ao consumo desses suplementos. Em alguns locais, houve proibição de produtos e exigência de avisos de segurança. Na França, foram identificados diversos relatos de efeitos adversos, incluindo episódios de hepatite, no sistema de monitoramento de segurança alimentar.
Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização das bulas de medicamentos que contêm cúrcuma, com inclusão de avisos de segurança. Para os suplementos alimentares, a agência iniciou um processo de reavaliação do uso da substância e passou a exigir a presença de advertências obrigatórias nos rótulos sobre a possibilidade de efeitos adversos.
A agência também orienta consumidores e profissionais de saúde sobre sinais que podem indicar problemas no fígado, como pele ou olhos amarelados, urina escura, cansaço excessivo sem explicação, náuseas e dores abdominais. Em caso de sintomas, a recomendação é interromper o uso do produto e procurar atendimento médico, além de registrar possíveis reações adversas nos sistemas de monitoramento.
A Anvisa reforça que o alerta não se aplica ao uso da cúrcuma como alimento no dia a dia. O pó utilizado na culinária é considerado seguro, pois não há evidências de risco associado ao consumo alimentar da substância. A diferença está na concentração e na forma de absorção presentes em medicamentos e suplementos, que podem levar a níveis mais elevados no organismo.
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