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Assessor de Gianni Infantino renuncia e critica plano da Fifa de vender participação nos direitos da Copa do Mundo

  • 31 de jul.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A proposta da Fifa de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo provocou a renúncia de um assessor sênior do presidente Gianni Infantino e ampliou a resistência ao projeto dentro do futebol internacional. Carlos Cordeiro deixou o cargo com efeito imediato e classificou a iniciativa como "um mau negócio para o futebol".

Nomeado por Infantino em 2021 para colaborar na definição dos rumos da entidade, Cordeiro afirmou que a proposta representa uma forma de comprometer o futuro do futebol sem uma justificativa convincente. Em comunicado, ele declarou que a medida é prejudicial às associações filiadas à Fifa, ao esporte e ao desenvolvimento de longo prazo da modalidade. O ex-dirigente também ressaltou que não participou da elaboração do projeto e manifestou oposição total à iniciativa.

A Fifa respondeu às críticas afirmando que reportagens incorretas da imprensa interromperam o processo de consultas planejado pela entidade. Apesar disso, informou que pretende seguir com a apresentação da proposta às suas 211 associações nacionais e defendeu que cada integrante tenha a oportunidade de analisar o projeto antes de decidir sobre o tema.

A oposição ao plano é liderada pela Uefa, cujas 55 associações aprovaram por unanimidade uma posição favorável ao boicote aos torneios organizados pela Fifa. A entidade europeia acusa a organização de colocar a "alma" do futebol à venda. A Concacaf também rejeitou a proposta, embora não tenha aderido à ameaça de boicote, enquanto a Confederação Asiática de Futebol declarou solidariedade à Uefa e à Concacaf e levantou dúvidas sobre a viabilidade do projeto e o processo de tomada de decisões da Fifa.

Segundo a Fifa, o plano prevê um modelo de financiamento que ampliaria os recursos destinados ao desenvolvimento do futebol. Em carta enviada às associações, Gianni Infantino informou que cada membro receberia US$ 40 milhões caso a proposta fosse aprovada até 19 de setembro. A entidade afirmou, porém, que o projeto somente seguirá adiante se obtiver o apoio da maioria das associações filiadas. Apesar da forte resistência das confederações continentais, ainda não há garantia de que todas as federações nacionais acompanharão a posição adotada por seus respectivos blocos.

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Gazeta de Varginha

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