"Aumento do diesel ameaça agravar preços dos alimentos e representa novo desafio para Lula"
29 de jan. de 2025
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um novo desafio econômico, com a Petrobras informando que será necessário um reajuste no preço do diesel. Essa medida deverá impactar os preços dos alimentos e contribuir para o aumento da inflação, complicando ainda mais a situação econômica do Planalto.
Atualmente, o preço do diesel no Brasil está defasado em relação aos mercados internacionais, variando entre R$ 0,46 e R$ 0,55 (uma diferença de 13% a 16%). Já a gasolina apresenta uma defasagem de até R$ 0,24 (18%), segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgados nesta quarta-feira (29).
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já comunicou ao presidente Lula que o reajuste do diesel não pode ser adiado. O conselho de administração da empresa realiza sua reunião trimestral nesta quarta-feira, na qual deve avaliar a política de preços dos combustíveis, mas ainda não há confirmação de quando o aumento será formalizado.
Além disso, a partir de fevereiro, os preços dos combustíveis também sofrerão um aumento devido a um reajuste no ICMS, que será cobrado pelos Estados. Espera-se que a gasolina suba R$ 0,10 e o diesel, R$ 0,06.
2024 marcou o primeiro ano em que a Petrobras não fez reajustes no preço do diesel, sendo o último aumento registrado em dezembro de 2023. O novo aumento de preço terá reflexos em vários setores, incluindo logística e transporte, com os custos sendo repassados para o preço final dos produtos alimentícios.
A inflação dos alimentos já é uma preocupação central do governo Lula, sendo uma das prioridades para 2025. Para tentar mitigar essa situação, ministros anunciaram medidas, como a redução das taxas de importação sobre alimentos cujos preços sejam mais baixos no exterior.
Hoje, o governo também enfrentará uma nova notícia desfavorável: o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para anunciar, sob a liderança do novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (indicado por Lula), um possível aumento na taxa básica de juros.
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