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Bailarino de favela de BH é convidado para integrar companhia de balé clássico dos EUA

O jovem prodígio vai integrar o time de dançarinos no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.


Dyhan Pierre foi convidado por companhia de ballet nos EUA — Foto: RF

Dyhan Pierre Cardoso, de 19 anos, nascido e criado no Aglomerado da Serra, uma das maiores favelas de Belo Horizonte, é o novo bailarino da companhia americana Atlanta Ballet. O jovem prodígio foi convidado a integrar o time de dançarinos do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, no último dia 10 deste mês.

O convite partiu do próprio diretor da companhia, que assistiu um teste de Dyhan em Belo Horizonte. "Tive uma aula avaliativa, onde o diretor assistiu também. No fim da minha apresentação ele veio até mim e perguntou se eu tinha interesse em fazer parte da companhia", contou Dyhan ao g1. O jovem começou no balé ainda criança, aos seis anos de idade. E foi por influência da irmã mais velha, também bailarina, que viu na dança uma possibilidade de profissão.
Ele divide a rotina trabalhando no bar dos pais, o Barrankus Bar, que foi construído há sete anos em um barranco do Aglomerado da Serra. O local é, também, residência da família.
Em meados de 2012, se profissionalizou na área e começou a participar de concursos dentro e fora de Minas Gerais. Corpo Durante sua trajetória, Dyhan também compôs o time de bailarinos do Grupo Corpo - tradicional companhia mineira de balé - durante dois anos.
“O brilho nos olhos, o entusiasmo e a vontade de aprender eram claramente visíveis", disse o coreógrafo do grupo Rodrigo Pederneiras.
No período em que trabalhou com a companhia mineira, Dyhan bateu na trave algumas vezes em outras seleções para escolas de dança na Europa.
"Eu cheguei a ir para Goiânia (GO) para participar de audições de uma companhia belga, mas não fui aprovado. Voltei para BH e continuei treinando e estudando muito", relembrou o dançarino.
Agora, Dyhan se prepara para a viagem aos Estados Unidos. Enquanto ela não chega, ele estuda inglês e treina todas as manhãs. Ainda falta a emissão do passaporte e o dinheiro para a compra das passagens.
Assim que recebeu a aprovação da companhia estaduniense, o bailarino lançou uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos para custear a viagem.
"Estou super animado, e muito feliz. É um país diferente, uma outra cultura. Eu sei que fiz o teste com o pensamento 'vai que dá certo'... e não é que deu?", contou.
FONTE: G1 MINAS

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