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Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, é citado em lista ligada ao traficante sexual Jeffrey Epstein



Centenas de páginas de documentos de um processo ligado ao traficante sexual Jeffrey Epstein foram divulgadas publicamente na quarta-feira (3). Espera-se que os documentos incluam cerca de 200 nomes, incluindo algumas acusadoras de Epstein, empresários proeminentes, políticos e potencialmente mais.
Embora grande parte da informação tenha sido divulgada através de outros meios, como entrevistas aos meios de comunicação, esta é a primeira vez que estes documentos, apresentados a um tribunal, são divulgados através do sistema jurídico.
Os documentos contêm trechos de depoimentos de Maxwell e Giuffre. Há também um depoimento de Johanna Sjoberg, que descreveu que o príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, tocou seu seio enquanto tirava fotos.
A história de Sjoberg tornou-se pública, mas esta é a primeira vez que o seu depoimento é revelado. Ela trabalhava em algumas oportunidades para Epstein e disse que ele a pressionava às vezes para ir além de seu nível de conforto ao fazer massagens sexualizadas.
As transcrições dos depoimentos incluem referências a vários nomes proeminentes, como foi relatado anteriormente, incluindo o príncipe e também Bill Clinton, ex-presidente dos EUA.
Sjoberg lembrou em seu depoimento de 2016 que Epstein falou com ela sobre Bill Clinton. “Ele disse uma vez que Clinton gosta delas jovens, referindo-se às meninas”, pontuou.
Quando questionada se Clinton era amigo de Epstein, ela afirmou que entendia que Epstein tinha “negócios” com ele.
Um porta-voz do ex-presidente confirmou em 2019 que ele tinha voado no avião de Epstein, mas ressaltou que não sabia sobre os “crimes terríveis” do bilionário.
Nesta quarta-feira, um representante de Clinton reiterou a negativa e disse à CNN que “já se passaram quase 20 anos desde a última vez que o presidente Clinton teve contato com Epstein”. O ex-presidente não foi acusado de crimes ou irregularidades relacionado a Epstein.
O príncipe Andrew e Virginia Giuffre chegaram a um acordo extrajudicial no processo de abuso sexual contra ele, de acordo com um documento judicial apresentado por seus advogados na terça-feira. Andrew negou as acusações contra ele.
Este é o primeiro conjunto de documentos a ser divulgado como parte de uma ordem judicial de 18 de dezembro. Mais são esperados para serem revelados.
Entenda a publicação
dos documentos
Os documentos são arquivos de um caso resolvido movido por Virginia Roberts Giuffre, uma mulher americana que alegou que Epstein abusou sexualmente dela quando era menor de idade e que Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, ajudou no abuso.
Muitas das supostas vítimas e associados deram entrevistas públicas e já foram identificadas nos meios de comunicação. A inclusão nos documentos recentemente não editados não é uma indicação de irregularidade ou violação da lei.
Os nomes de algumas vítimas permanecem ocultados devido à natureza delicada dos crimes, de acordo com documentos judiciais.
Epstein foi indiciado em 2019 por acusações federais de operar uma rede de tráfico sexual na qual supostamente abusou sexualmente de dezenas de meninas menores de idade. Epstein se suicidou na prisão enquanto aguardava julgamento.
Os promotores de Nova York indiciaram Maxwell por acusações de tráfico sexual envolvendo várias vítimas. Ela foi condenada em 2021.
Fonte: CNN
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