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Caminhoneiros podem iniciar paralisação nacional diante da alta do diesel e pressão nos custos do setor

  • 20 de mar.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O aumento contínuo nos preços dos combustíveis, com destaque para o diesel, levou o Sindtanque-MG a intensificar o alerta sobre uma possível paralisação nacional dos transportadores rodoviários. Sem data definida, o movimento pode ser iniciado a qualquer momento, dependendo da evolução do cenário econômico.
De acordo com o sindicato, a elevação dos custos operacionais vem impactando diretamente transportadores de cargas perigosas e de carga seca. A orientação repassada à categoria é para que os profissionais estejam preparados para uma interrupção das atividades por tempo indeterminado. Em publicação nas redes sociais, a entidade reforçou que a greve pode ocorrer “a qualquer momento, em todo o País”, como forma de protesto contra os reajustes considerados abusivos nos preços do diesel e da gasolina. O Sindtanque-MG também associa a alta dos combustíveis ao contexto internacional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Além da pressão provocada pelos combustíveis, o setor também enfrenta aumento em outros insumos essenciais, como peças, pneus e custos de manutenção. Soma-se a isso o reajuste aplicado pela Petrobras no valor do diesel comercializado às distribuidoras, fator que, segundo o sindicato, tem dificultado a continuidade das atividades das transportadoras.“Está tudo muito caro, o que pode levar ao fechamento de empresas e demissões em massa”, destacou a entidade ao reforçar o pedido de adesão ao movimento.
A mobilização ganhou ainda mais força após o apoio da Federação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (FNTC), que reúne representantes em diversas regiões do país. A federação confirmou adesão de entidades em estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e também na região Centro-Oeste.
Presidente da FNTC e do Sindtanque-MG, Irani Gomes afirmou que o setor enfrenta um momento crítico. “O cenário é absolutamente desfavorável aos transportadores, que enfrentam custos elevados, principalmente com o diesel. A suspensão das atividades pode se tornar inevitável”, declarou. Ele também ressaltou o peso de despesas como pedágios e a elevada carga tributária.
Diante da crise, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo federal pretende garantir o cumprimento da tabela do frete, com responsabilização de empresas que descumprirem a legislação. Entre as medidas anunciadas estão a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, além de subsídios e ajustes tributários. No entanto, as ações ainda dependem de aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e, até o momento, não foram percebidas pelo consumidor final.
Especialistas avaliam que não há garantia de redução nos preços dos combustíveis. A expectativa inicial era de uma queda de cerca de R$ 0,30 por litro, mas o cenário segue indefinido. O impacto do diesel também atinge o transporte de passageiros. Segundo a Fetram, os custos operacionais das empresas de ônibus já registraram aumento em torno de 30%, o que pode comprometer a continuidade dos serviços.
A possibilidade de paralisação dos caminhoneiros acende um sinal de alerta para toda a cadeia de abastecimento e pode gerar reflexos em diversos setores da economia brasileira.
Fonte: SulMinas TV

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Gazeta de Varginha

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