Canetas para diabetes somem de farmácias nova regra da Anvisa exigir receita médica
4 de jun. de 2025
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Farmácias de São Paulo, principalmente as de bairro ou de pequenas redes, estão enfrentando um verdadeiro apagão de medicamentos injetáveis para controle de diabetes, como Ozempic, Monjaro e Saxenda. A alta procura por esses produtos, também usados para emagrecimento, aliada a uma nova regra da Anvisa, tem esvaziado os estoques rapidamente.
A partir de 23 de junho, entra em vigor uma norma da Anvisa que exige receita médica para a compra dessas canetas. Até lá, a venda é livre — o que tem incentivado o estoque antecipado por pacientes e até por pessoas que usam os medicamentos sem prescrição.
Em farmácias na zona oeste da capital, apenas uma unidade de Ozempic foi encontrada, já reservada para uma médica. Monjaro já não é encontrado, e o Wegovy, com o mesmo princípio ativo, também está no fim. Segundo o farmacêutico Ricardo Agostinho, antes mesmo de os lotes chegarem à loja, já havia lista de espera com mais de 30 nomes.
A farmacêutica Adriana Camargo afirma que a nova exigência terá efeitos positivos e negativos:
“A receita precisa ser assinada por um médico com CRM ativo e terá validade de 90 dias. Isso evita o uso indiscriminado, mas dificulta a vida de quem realmente depende do medicamento.”
Casos como o da Vanessa Pirolo ilustram esse impacto. Diagnosticada com diabetes tipo 1 desde os 19 anos, ela usa Saxenda como parte do controle da doença. Segundo ela, o medicamento auxilia na saciedade e na regulação alimentar. Agora, teme ficar sem acesso nos próximos meses, já que sua caneta só dura mais 30 dias.
Além da corrida antecipada, farmácias também relatam roubos recentes, o que aumentou ainda mais o receio de escassez. O telefone de estabelecimentos não para: são clientes ligando e mandando mensagens na esperança de garantir uma unidade antes da exigência oficial da Anvisa.
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