Carta de Varginha reúne propostas para proteger e desenvolver o Lago de Furnas
30 de mar.
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Divulgação/Lago de Furnas
Carta de Varginha propõe medidas para proteção e uso sustentável do Lago de Furnas.
A “Carta de Varginha”, elaborada durante o Fórum Regional sobre Licenciamento Ambiental do Lago de Furnas, realizado no dia 27 de março de 2026, reúne propostas e diretrizes voltadas à preservação e ao uso sustentável do Lago de Furnas, conhecido como “Mar de Minas”.
O documento foi construído em um momento considerado decisivo, logo após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis conceder a primeira licença ambiental de operação do reservatório, no início de março deste ano — um marco histórico após mais de seis décadas de funcionamento.
Durante o fórum, realizado em Varginha, autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil debateram ações prioritárias para a região. Entre os principais pontos da carta estão o reforço da fiscalização ambiental, o combate à poluição e a adoção de práticas sustentáveis que conciliem turismo, geração de energia e desenvolvimento econômico.
Outro destaque é a defesa de uma gestão eficiente das águas, com controle da cota do reservatório para garantir o uso múltiplo, especialmente voltado ao turismo e ao desenvolvimento territorial dos municípios impactados — ao todo, 34 cidades dependem diretamente do lago.
O documento também apoia o processo de licenciamento ambiental conduzido pelo IBAMA, buscando maior segurança jurídica para atividades econômicas ligadas ao reservatório.
Além disso, a carta propõe a elaboração de um plano de desenvolvimento para o entorno do lago e o fortalecimento da articulação entre órgãos ambientais, gestores públicos e o governo, com foco em ações integradas e de longo prazo.
O secretário municipal de Turismo e Comércio, Marcus Madeira, destacou o potencial da região. “Varginha é a porta de entrada do Lago de Furnas. A represa fica a cerca de 5 km do centro da cidade. Com planejamento e responsabilidade ambiental, podemos fortalecer o turismo, gerar emprego e renda e, ao mesmo tempo, preservar esse importante recurso natural”, afirmou.
A “Carta de Varginha” será encaminhada a autoridades e instituições competentes, com o objetivo de cobrar medidas concretas. A iniciativa conta com a adesão de prefeitos, gestores das áreas de turismo e meio ambiente, universidades, entidades regionais e representantes da sociedade civil.
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