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Casal mineiro está ‘preso’ em Cuba há 3 dias por cancelamentos de voos

Problemas de comunicação e falta de transparência por parte de companhia aérea deram novos contornos à viagem, segundo Fabíola Carneiro, moradora de Nova Lima


Casal trava batalha com a companhia aérea Copa Airlines para conseguir voltar ao Brasil crédito: Divulgação
A mineira Fabíola Carneiro Rocha Figueiredo Machado, de 43 anos, e o marido dela, Alisson Figueiredo Machado, de 50, travam uma batalha com a companhia aérea Copa Airlines para conseguir voltar ao Brasil. O casal, que mora em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chegou a Cuba na quinta-feira (4/1) e deveria ter deixado o país na última segunda-feira (8/1). Agora, após um passeio de quatro dias na capital Havana qualificado por ela como “maravilhoso”, a viagem ganha novos contornos, já que ambos têm lidado com problemas de comunicação e falta de transparência por parte da companhia, segundo conta.
 
Em entrevista ao Estado de Minas, Fabíola diz que já ocorreram três cancelamentos sem apresentação de justificativas. “Na segunda-feira, deveríamos ter saído de Havana com destino ao Panamá, onde embarcaríamos para Belo Horizonte. No entanto, os dois voos foram cancelados. A Copa providenciou um hotel para a gente ficar, mas eles não mantêm uma comunicação clara com a gente”, inicia.
 
Ao tentar embarcar pela primeira vez, o casal descobriu que não teria como viajar, pois o aeroporto no Panamá, onde eles iriam descer, estava colapsado com mais de 3 mil pessoas aguardando conexões. “Pelo menos, foi o que a empresa disse para nós”, pontua.

Nesta quinta-feira, Fabíola diz que somente a conexão entre Panamá e BH foi novamente cancelada. “A gente tentou realizar o check-in hoje pelo aplicativo da companhia aérea, mas não conseguimos completar o processo e fomos a pé até uma agência para tentar resolver. Eles informaram que o voo de Panamá para BH havia sido cancelado. Por isso, não adiantaria sair de Havana, mesmo com o voo estando mantido, pois a gente não iria conseguir completar a viagem de volta para casa”, explica.

Vale contextualizar que na última sexta-feira (5/1) o Boeing 737 Max 9 da Alaska Airlines fez um pouso de emergência após o avião “perder” uma porta em pleno voo. A aeronave sobrevoava Portland, no estado norte-americano de Oregon, no momento do incidente. Trata-se do mesmo modelo de aeronave que compõe parte da frota da Copa Airlines – empresa por meio da qual o casal mineiro tenta regressar ao Brasil.
 
No domingo (7/1), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu o uso do Boeing 737 nos EUA. O veto imediato também se aplica ao Brasil, segundo informado pelo órgão do governo federal. Com isso, a Copa Airlines se junta a outras companhias aéreas ao redor do mundo que suspenderam o uso de aviões do modelo 737 Max 9 da Boeing até que sejam feitas novas inspeções.
 
“A Copa disse que o Boeing 737 representa cerca de 25% dos aviões utilizados por eles. A gente acredita que, saindo daqui de Havana, com destino ao Panamá, não seria usado esse modelo, mas, para chegar a Belo Horizonte, que compreende um percurso maior, ele seria utilizado. Acreditamos que, por isso, não tenha sido possível fazer a viagem de volta na data prevista, porém a companhia não desmente nem confirma essa informação”, completa.

 

Casal pode deixar Cuba nesta sexta-feira


De acordo com o casal, o voo foi remarcado novamente para esta sexta-feira (12/1). A saída de Havana está marcada para as 11h20, com previsão de chegada ao Panamá às 14h. Porém, a companhia ofereceu, segundo Fabíola, outras opções de conexão com o Brasil: Brasília, Rio de Janeiro ou Porto Alegre.
 
“Optamos por Brasília e vamos embarcar no Panamá às 15h30. Com isso, a nossa chegada deve acontecer meia-noite. Depois, vamos pegar outro voo para Belo Horizonte e, enfim, voltar para casa. O problema é que ainda teremos que aguardar seis horas após o desembarque em Brasília para pegar o outro voo. Além disso, fica o medo da viagem ser novamente cancelada”, finaliza. 
 
A reportagem não conseguiu entrar em contato com a Copa Airlines, mas o espaço segue aberto para manifestações. 

FONTE: Estado de Minas Gerais

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