Caso gari: colega afirma em audiência que Laudemir foi morto por ser pobre em BH
gazetadevarginhasi
25 de nov.
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fonte: itatiaia
A audiência do caso Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, morto em 11 de agosto no bairro Vista Alegre, Região Oeste de Belo Horizonte, ocorreu nesta terça-feira (25) no 1º Tribunal do Júri Sumariante, no Barro Preto. O procedimento, que integra a fase de produção de provas diretas, prevê o depoimento de oito testemunhas de acusação.
Entre elas, esteve Eledias Aparecida Rodrigues, 44 anos, motorista do caminhão de coleta em que Laudemir trabalhava. Ela afirmou que o crime deixou toda a equipe “muito triste e chocada” e contou que, desde o ocorrido, só consegue dormir com auxílio de medicação.
Eledias relatou ainda sentir que foi vítima do poder econômico de Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, empresário e autor confesso do disparo que matou o gari. Segundo ela, Renê teria usado sua posição social para constrangê-la e intimidar os trabalhadores. “Ele deixou a gente com aquela sensação de que fomos vítimas por estar ali trabalhando e por não ter a mesma oportunidade financeira que ele”, disse.
Sobre a carta enviada por Renê à defesa, na qual ele pede perdão e afirma que o disparo foi acidental, Eledias foi categórica ao negar: “Não, não foi um acidente”.
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