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Casos de dengue em Minas Gerais começam a desacelerar


Elevação de casos, que chegou a 30% por semana entre o fim de fevereiro e o início de março, caiu para 8,5%. Com isso, menos pessoas têm procurado a rede
de saúde

As condições climáticas em fevereiro e março, com dias de muito calor e chuva intensa, favoreceram a proliferação do mosquito Aedes aegypti
Minas Gerais começa a descer a curva epidemiológica da dengue. Após três semanas de redução na quantidade de infectados, os números do Mural de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde confirmam a previsão feita pela pasta em janeiro. Conforme dados de ontem, são 833.252 casos prováveis, aumento de 8,5% comparado à semana anterior, quando os registros chegaram a 767.733.

Entre 26 de fevereiro e 11 de março, os números da epidemia cresceram em torno de 30% por semana, comparados aos sete dias anteriores. Desde 18 de março, os dados demonstram o início da queda, com 22,2% de crescimento em uma semana. Em seguida, no dia 26, o registro caiu para exatos 22%.

Esse alívio no aceleramento, conforme explicou o Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, seria alcançado a partir da primeira semana de abril. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, ainda não é possível calcular o número final de casos dessa epidemia. Porém, a tendência é de queda nos registros neste mês, seguida de uma estabilidade a partir de maio. “Observamos queda, principalmente, do ponto de vista de assistência. Há menos pessoas procurando os centros de saúde. Óbvio que o número ainda é elevado, mas está começando a diminuir”, diz.

Agora em início de queda, a dengue fez um percurso acelerado, sobretudo no fim de fevereiro e início de março. O pico da doença foi registrado entre 18 e 24 de fevereiro, logo após as comemorações de carnaval. Na semana, o estado teve 113.768 pessoas iniciando os sintomas da infecção. Já entre 25 de fevereiro e 2 de março, o registro foi de 107.447 infectados.

Embora haja coincidência da época, Prosdocimi lembra que o cenário climático estava favorável para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses. “Mesmo se não tivesse o carnaval, teríamos essa situação. Até mesmo porque as pessoas trabalham, saem de casa, além das próprias residências serem focos de dengue. O clima favoreceu, em fevereiro tiveram dias de muito calor e muita chuva, situação ideal para o mosquito”, afirma.
 Fonte EM.

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