top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Chefe do Pentágono afirma que ataques dos EUA ao Irã “não têm como objetivo mudança de regime”

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, que os ataques militares conduzidos pelos Estados Unidos contra o Irã “não têm como objetivo uma mudança de regime”, reafirmando a postura oficial do Pentágono em meio à escalada do confronto entre Washington e Teerã, informou a CNN Brasil.

Hegseth ressaltou que, apesar da continuidade dos ataques e da intensidade das operações, a intenção das ações não é derrubar formalmente o governo iraniano ou substituir sua liderança política por outra, mesmo diante das vastas ofensivas que vêm sendo executadas desde o início das hostilidades recentes no Oriente Médio.

A declaração do chefe do Pentágono ocorre em meio a um contexto de fortes tensões na região, após a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, durante ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel no último fim de semana, episódio que ampliou ainda mais as especulações sobre os reais objetivos estratégicos de Washington e seus aliados.

Analistas, legisladores e observadores internacionais também têm debatido publicamente se a campanha militar dos Estados Unidos poderia, de fato, levar a uma mudança profunda na estrutura de poder do Irã, mesmo que essa não seja a intenção declarada pela administração norte-americana. Alguns senadores americanos, por exemplo, manifestaram ceticismo quanto à efetividade de uma mudança de regime apenas por meio de ataques aéreos e ressaltaram que esse tipo de objetivo não é historicamente alcançado sem envolvimento direto em solo ou amplo apoio interno.

A declaração de Hegseth contrasta com outras mensagens e discursos de autoridades norte-americanas e israelenses que, em momentos anteriores do conflito, mencionaram a possibilidade de alterar substancialmente o equilíbrio de poder no Irã ou encorajaram forças internas iranianas a desafiar o atual regime.

Especialistas em assuntos militares e geopolíticos destacam que, mesmo com a negativa oficial de objetivos ligados à mudança de regime, a incerteza sobre o desfecho final do confronto persistirá enquanto a campanha militar estiver em andamento, dada a complexidade das articulações políticas internas do Irã e a reação de outras potências regionais e globais à ofensiva estadunidense e israelense.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page