Ciro Nogueira afirma ter “consciência tranquila” após ser alvo de investigação da PF no caso Banco Master
12 de mai.
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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), comentou nas redes sociais as investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema financeiro ligado ao Banco Master.
Em vídeo publicado nas mídias sociais, o parlamentar afirmou que acusações contra políticos são comuns, mas declarou que as suspeitas precisam ser comprovadas.
“Acusações, todos os políticos em algum grau já sofreram, ainda mais o presidente de um grande partido, com muita influência, como é meu caso. Não serei o primeiro nem o último. Agora, comprovar é outra história”, afirmou.
Na última quinta-feira (7), a Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária durante a quinta fase da operação, que investiga supostas irregularidades envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As investigações apuram a relação de Ciro Nogueira com o empresário e possíveis benefícios que teriam sido recebidos pelo senador em troca da articulação de pautas de interesse do conglomerado financeiro no Congresso Nacional.
O parlamentar voltou a negar irregularidades e afirmou que já enfrentou outras investigações anteriormente.
“Passei por isso outras vezes. Para acusar, a criatividade é infinita; na hora de comprovar, não conseguiram nem conseguirão. Sei que, até lá, o dano à minha honra foi causado, mas tenho a consciência tranquila”, declarou.
Senador foi alvo de busca e apreensão
Ciro Nogueira foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro do STF André Mendonça. Na decisão, o magistrado afirmou que relatórios da Polícia Federal indicam a existência de um suposto “vínculo funcional estável” entre o senador e integrantes de núcleos investigados no caso Banco Master.
Segundo as apurações, o parlamentar teria utilizado o mandato para beneficiar interesses ligados ao banco de Daniel Vorcaro. De acordo com a decisão judicial, a chamada Emenda nº 11 à PEC teria sido elaborada por assessores ligados ao conglomerado financeiro e posteriormente apresentada pelo senador.
Relatórios da Polícia Federal também apontam suspeitas de que Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas, incluindo pagamentos mensais que poderiam chegar a R$ 500 mil, além do uso de imóvel de alto padrão, viagens internacionais, hospedagens, restaurantes e voos privados custeados pelo banqueiro.
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