Clube questiona banqueiro sobre investimento milionário no Atlético-MG
6 de mar.
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O Clube Atlético Mineiro solicitou esclarecimentos formais ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre a origem de um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões realizado na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube mineiro. O pedido foi feito por meio de uma notificação enviada ao empresário e ao fundo Galo Forte, estrutura utilizada por ele para adquirir participação na empresa que administra o futebol do clube.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a notificação foi encaminhada em outubro de 2025 e deu prazo de 48 horas para que o banqueiro apresentasse informações detalhadas sobre a procedência dos recursos investidos. Entre as exigências estavam esclarecimentos sobre quem são os beneficiários do fundo e quais outros fundos ou estruturas financeiras fazem parte da cadeia de participação no investimento.
O questionamento interno ocorreu após o surgimento de investigações envolvendo Vorcaro e seus negócios financeiros. Autoridades passaram a analisar operações do empresário no sistema bancário, o que acabou aumentando a preocupação de parceiros e instituições ligadas a investimentos feitos por ele, incluindo aqueles voltados ao futebol.
Vorcaro se tornou um dos investidores relevantes da SAF atleticana após sucessivos aportes no projeto empresarial do clube. O modelo de Sociedade Anônima do Futebol foi adotado pelo Atlético com o objetivo de profissionalizar a gestão financeira, atrair capital privado e reorganizar dívidas históricas da instituição. A estrutura de controle do futebol passou a ser conduzida por uma holding formada por empresários, que assumiram a maior parte das ações da empresa.
Com o novo aporte, o banqueiro ampliou sua participação no negócio e passou a integrar o grupo de investidores responsáveis por financiar o projeto esportivo e financeiro do clube. A presença de grandes empresários no comando da SAF faz parte da estratégia adotada para fortalecer o orçamento, aumentar competitividade e garantir recursos para contratações e infraestrutura.
Apesar das cobranças por esclarecimentos, o clube não indicou irregularidades confirmadas nos investimentos e buscou apenas obter transparência sobre a origem dos recursos e a composição dos fundos utilizados na operação. O episódio, porém, ocorreu em meio a um cenário de maior escrutínio sobre o empresário e suas atividades financeiras, o que acabou levando o tema também ao debate público.
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