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Coluna Arte e Cultura em Ação - 13/06/2024



MOMENTOS DE GRANDES PROMESSAS


É fato, esse ano tem eleição municipal, onde legitimaremos, por meio do voto, 15 representantes do legislativo e um do executivo.

É tempo de pré-candidaturas. O cenário começa tomar corpo e, de uma forma nada tímida, muito pelo contrário, os pré-candidatos estão destemidos e descarados.

Não há diferença entre os candidatos ao cargo de prefeito e os de vereadores. Todos fazem suas promessas. Tem até futuros candidatos à uma cadeira na câmara apresentando planos de governos.

É aquela coisa – “SE EU FOR ELEITO MANDAREI LADRILHAR AS RUAS DE BRILHANTE PARA OS MEUS ELEITORES PASSAREM...”

E assim, muitos vão de bar em bar, de LAR em LAR, adentram nossas casas, tiram fotos, mostram a que vieram com propriedade e conhecimento.

Uns ainda não se posicionaram; outros que já estão no poder e que, até 31 de dezembro ainda terão uma cadeira para chamar de sua, apenas espiam e sentem o desconforto da insegurança se serão reeleitos... ou não!

O importante é que nessa época todos levantam suas bandeiras e garantem que irão resolver todos os problemas de Varginha.

E eu digo, com conhecimento de causa que os anos de vida me permitem, que acho vergonhosa a falta de comprometimento que muitos candidatos trazem consigo.

Verdadeiros artistas!
Montam um roteiro robusto, consistente e, de início, cheio de veracidade e passíveis de serem POSSÍVEIS, vestem suas personagens e saem em trupe, distribuindo promessas e representando com maestria o papel a que se dispuseram representar.

Em tempos de campanha todos são “sabedores” das necessidades mais reais e cruéis dos seus eleitores.

Tomam café, comungam do mesmo prato em mesas de bares, bebem cerveja, comem churrasquinhos aos sorrisos e tapinhas nas costas, beijam e carregam criancinhas.

Para esses possíveis políticos são revelados os mais íntimos sonhos.

É como trabalho de formigueiro, de colmeia... tudo sincronizado – entra e sai da casa de um para o bar do outro, para o campo de futebol, para convescotes comunitários.

As redes de transmissões em celulares estão congestionadas. Sem o maior respeito vão nos enfiando em grupos, pois cada candidato tem o seu. Marcam até papagaio e periquito nos vídeos do Instagram.

Cada mergulho é um FLASH, merecendo ser registrado com infinitas #hashtags.
Bem, ainda tudo é muito genérico... tudo muito amplo... tudo muito lindo e maravilhoso.

Cada qual carrega sua bandeira com um lindo sorriso estampado no rosto, mesmo sabendo que essa bandeira poderá virar um fardo ou o próprio algoz daquilo tudo que prometeram... sem saber que são responsáveis pela palavra empenhada em vão.

Será?
Não! Raros são aqueles que realmente se preocupam em se candidatar para fazer a diferença.

Os políticos sabem do poder que os mandatos lhes proporcionam e o povo, poucos ainda são ingênuos, acreditam nessas falsas promessas.

Muitos até são um tanto bem intencionados, mas dizem que o inferno está cheio de boas intenções e até o próprio diabo é santo em tempos de eleição.

A CULTURA é formada por uma classe que sabe representar e que reconhece à distância quem está interpretando um papel e quem está realmente despido de interpretações baratas.

Nessa longa jornada que começou há meses e que ainda permanecerá em cartaz, nos palcos da vida, por mais bons tempos, os artistas varginhenses vão assistindo a cada espetáculo, para no fim, poder escolher quem de fato será o representante da BANDEIRA DA CULTURA, com conhecimentos amplos das LEIS e das dificuldades que os produtores de cultura enfrentam e, acima de tudo reconhecer o que a CULTURA representa na vida de cada ser humano, tanto para quem faz ARTE tanto para quem aprecia.

A CLASSE ARTÍSTICA aguarda pelos contatos dos futuros governantes, propostas consistentes e realistas, possíveis de serem postas em prática e deixa registrado que teatro, dança, cinema, música, literatura, artesanato, folias de reis e afins merecem o mesmo respeito e atenção e investimento que os clubes e associações de lutas e futebol têm recebido por parte daqueles que estão no poder e daqueles que pretendem entrar nele.
Afinal, “NEM TUDO É PÃO E CIRCO.”


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