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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes - 09/02/2024




Indústria do Entretenimento
O Banho da Doroteia foi um sucesso de público, cerca de 10 mil pessoas participaram do evento promovido pela Prefeitura de Varginha. A coluna reconhece que a festa foi boa, bem organizada e não houveram registros graves de violência, o que mostra planejamento assertivo do governo. Todavia, tendo em vista a grande indústria do entretenimento que pode voltar a florescer em Varginha, e até mesmo para provar que o gasto alto no Banho da Doroteia não foi apenas por contra de eleições, o governo municipal poderia estruturar a cidade para tornar-se um polo na realização de eventos regionais. A começar pela legislação e tributação que não é objetiva. Varginha não tem um espaço amplo para realização de feiras e grandes eventos. A cooperação da Guarda Municipal, Departamento Municipal de Trânsito e outras estruturas municipais no apoio a eventos privados é burocrática e praticamente restrita. Além disso, a tributação é também excessiva e não recebemos, por exemplo, tantos shows ou atrações artísticas, seminários ou feiras como Pouso Alegre ou Poços de Caldas. A indústria do entretenimento movimenta a cidade, gera consumo no comércio e faz a alegria de bares, restaurantes, hotéis, shopping, taxis etc. Todo o recurso fica na cidade por ter sido gasto em sua maioria em pequenas lojas locais, sendo depois o recurso distribuído por outras áreas da economia. Ou seja, Varginha receber eventos é algo bom para a cidade. O Banho da Doroteia mostrou que o governo tem condições de realizar bons eventos, mas é a iniciativa privada que consegue realizar bons e grandes eventos e com baixo custo, trazendo ainda mais recursos e divisas ao município. Se formos verificar o Carnaval, por exemplo, a Capital BH vai realizar um dos maiores Carnavais do Brasil, com expectativa de atrair mais de um bilhão na movimentação financeira do evento.

Carnaval chegando e planejamento desconhecido
Como disse a coluna o Banho da Doroteia foi um sucesso, mas existem outras coisas que não se ouviu falar em Varginha por conta do Carnaval que, oficialmente, começa amanhã. A dengue está crescendo em Varginha e no Brasil, teremos alguma ação em Varginha durante o Carnaval, visto que a sujeira aumenta em locais de eventos e por outro lado muitas casas ficam fechadas por conta das pessoas que viajam no período e em ambos os casos (muita sujeira nas ruas e casas fechadas sem manutenção) é grande o acumulo de água parada o que favorece a procriação do mosquito da dengue. Outro fato é o trânsito onde aumentam os casos de pessoas que bebem e dirigem, aumentando o caso de acidentes de trânsito. Vamos ter fiscalização? E quanto a segurança, Varginha não terá muitos eventos durante o Carnaval, as forças de segurança estão planejando corretamente para garantir paz nos eventos e segurança para quem viajou e deixou sua casa ou sítio fechados? Afinal, os bandidos não tiram férias no Carnaval. E quanto a sintonia de atuação entre Policia Civil, Militar e Guarda Municipal, já existe alguma atuação conjunta prevista? A falta de planejamento e antecipação de problemas e soluções, bem como a atuação conjunta entre governos e instituições sempre foi um erro de todos os governos. Será que neste período de Carnaval vai ser diferente? Vamos conferir depois!

Leis de incentivo e a discórdia política
A coluna tem recebido intensas críticas a Fundação Cultural por conta da (não) distribuição adequada dos recursos das Leis de incentivo. Temos ai a Lei Rouarnet, Lei Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc que trouxeram milhões de reais para o setor cultural e audiovisual em Varginha. A maioria dos recursos advindos de dinheiro público e parte sendo fundo do próprio setor. O ano eleitoral dificulta tudo, seja o calendário das ações e permissões legais de agir até os ânimos políticos que afloram nas muitas pessoas e instituições envolvidas com a área, que é repleta de lideranças de esquerda. A coluna recebe reclamações e insatisfações de empresas e lideranças da cultura em Varginha que alegam que os recursos, muitos já disponíveis, não estão sendo distribuídos a quem de direito e nem respeitando os prazos acordados. Segundo uma liderança do setor, teria ocorrido uma reunião, onde ficou acordado que parte dos recursos da Lei Paulo Gustavo seriam distribuídos a partir do dia 25 de janeiro e que o prazo não teria sido cumprido. Ocorre que, lado outro, a Fundação Cultural de Varginha vem realizando reuniões abertas com o setor, dialogando sobre os temas de interesse, onde verifica-se intensa presença do setor e não se registram protestos contundentes ou mesmo registros formais de reclamações abraçadas pela maioria do setor. Ou seja, o que se percebe é que existem alguns descontentes ou que a maioria por alguma razão concorda com tudo. Sem ter coragem para protestar formalmente nas reuniões formais, e depois busca levar seu descontentamento de forma secreta à imprensa e órgãos de controle externo. Alguma coisa está errada nisso! O setor cultural e audiovisual da cidade precisa aprender a unificar suas pautas e construir prioridades, bem como e principalmente, escolher lideranças que unifiquem o setor com força para formalizar as necessidades da área. Do contrário, vão continuar batendo em ferro frio!

Dilzon Melo prefeito?
O ex-prefeito de Varginha e deputado estadual por vários mandatos Dilzon Melo pode voltar a ser candidato a prefeito? Será mesmo? Isso tem sido especulado com intensidade! Mas calma, se realmente for verdade, não será em Varginha está possível candidatura, mas sim na cidade de Boa Esperança, onde seu filho é presidente do Partido Liberal e almeja o retorno do pai a vida política. Dilzon Melo tem ligações familiares em Boa Esperança e sempre conseguiu boa votação na cidade. Não sabemos a atual filiação partidária do ex-deputado nem mesmo se é do interesse do mesmo retornar a vida pública depois de tanto tempo. Ainda mais como prefeito, pois as burocracias, obrigações legais e fiscalizações são cada dia maiores, além das infinitas cobranças que envolvem a vida de um prefeito de cidade do porte de Boa Esperança. Em Varginha Dilzon Melo é próximo do Governo Verdi Melo e o PTB participa da gestão municipal.

Zema recebe da Câmara dos Deputados homenagem por gestão de Minas e melhorias na vida dos mineiros
O governador Romeu Zema recebeu a Medalha do Mérito Legislativo 2023, homenagem concedida pela Câmara dos Deputados, em Brasília, na quarta-feira (7/2). A solenidade foi realizada em sessão especial no Plenário Ulysses Guimarães. Criada em 1983, a Medalha Mérito Legislativo condecora autoridades, personalidades, instituições ou entidades, campanhas, programas ou movimentos de cunho social, civil ou militar, nacionais ou estrangeiros, que tenham prestado serviços relevantes ao Poder Legislativo ou ao Brasil. Para o governador, a homenagem reconhece o trabalho feito pelo Governo de Minas para melhorar a vida dos mineiros. Zema destacou o planejamento da gestão para os próximos anos. “Nós teremos ainda três anos de gestão pela frente, com muitas entregas, fruto desse trabalho realizado pelo Governo de Minas. Fico muito satisfeito, pois a vida do mineiro está melhorando, principalmente no que diz respeito à criação de empregos. Já no ano que vem bateremos a meta de um milhão de empregos com carteira assinada em Minas Gerais”, acrescentou. A homenagem foi entregue pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), após indicação da líder do Partido Novo na Câmara, Adriana Ventura. O presidente da Casa, deputado Arthur Lira, ressaltou que a homenagem é um marco na história da política brasileira. Além da homenagem, o governador também cumpriu agendas de trabalho em Brasília, onde se encontrou com deputados e se reuniu com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e a vice-governadora, Celina Leão. O evento de homenagem a Zema pelo Legislativo Federal é uma justa e merecida homenagem a tudo que tem sido feito pela gestão de Zema ao povo mineiro e ao estado. E não deixa de ser uma vitrine e indício de que Zema caminha a passos largos, (talvez não por vontade própria, mas pela conjuntura da política) para ser um competitivo candidato a presidente em 2026.

Hemoderivados, cirurgias eletivas e o Carnaval
A coluna foi a primeira a cobrar dos governos municipal e estadual a regularidade das atividades do Hemominas em Varginha a fim de abastecer o banco de sangue da cidade. Depois de muita luta política e investimentos para retorno das coletas de sangue pelo Hemominas em Varginha e não somente em Poços de Caldas, a entidade estadual abriu uma unidade avançada precária em Varginha e já realiza coletas de sangue na cidade. Mas ainda assim, não se sabe se o volume de sangue doado é suficiente para as muitas cirurgias eletivas que precisam ser realizadas na região. No passado muitas cirurgias eletivas tiveram que ser remarcadas e até mesmo cirurgias de urgência corriam risco pela falta de sangue e hemoderivados na região. A sede própria do Hemominas em Varginha ainda não foi construída e o terreno doado pela Prefeitura de Varginha à instituição não está com a obra completa da construção. O Hemominas funciona em um local provisório no bairro Vila Verde, onde funcionava o antigo hemocentro. Nesta época de Carnaval em que aumentam as cirurgias de urgência em razão de acidentes de trânsito, brigas etc, seria bom que o governo municipal e o setor de saúde verificassem se o ineficiente e lento Hemominas este preparado para atender as demandas de Varginha e região, pois pelo que vemos, se formos esperar a eficiência do Hemominas o único sangue que teremos será o do pagador de impostos para manter as instituições públicas ineficientes.

BDMG reduz as taxas de financiamento para micro e pequenas empresas mineiras
Desde o início desta semana segunda-feira (5/2), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) reduziu em 0.5 p.p as taxas dos financiamentos destinados aos micro e pequenos negócios mineiros. Empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões pagarão 5,35% ao ano mais a Selic, com carência de 12 meses e prazo total de 48 meses. A oferta é por tempo limitado. Por serem importantes geradores de emprego e renda, responsáveis por quase 80% dos empregos com carteira assinada do país, as MPEs são fundamentais para o fortalecimento da economia mineira. O BDMG atua para apoiá-las, e faz isso oferecendo crédito com condições especiais logo no início do ano. O crédito pode ser usado para reorganizar dívidas, reformar e ampliar negócios, equilibrar fluxo de caixa. Clientes Fidelidade, negócios que desenvolvem atividades ligadas a Arranjos Produtivos Locais (APL) e empresas lideradas por mulheres, ou seja, com participação societária de 50% ou mais há pelo menos seis meses, também podem acessar o crédito reduzido. De acordo com a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), em 2023 foram abertas 85,9 mil empresas no estado de todos os portes, 10% a mais do que em 2022. As contratações são realizadas de forma 100% digital pelo site do bdmg.mg.gov.br. Também é possível buscar um correspondente bancário.

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