Crise no Médio Oriente leva países asiáticos a restringirem consumo de petróleo
6 de mar.
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Crise no Médio Oriente leva países asiáticos a adotar restrições ao consumo de petróleo.
O impacto da crise energética provocada pelas tensões no Médio Oriente já começa a ser sentido em vários países da Ásia, que dependem fortemente do petróleo produzido na região e transportado pelo Estreito de Ormuz. Diante do cenário de incerteza e possível encarecimento do combustível, governos asiáticos passaram a adotar medidas para reduzir o consumo e garantir o abastecimento.
Entre os países que já implementam estratégias para conter gastos com o chamado “ouro negro” estão Índia, Paquistão, Indonésia, Bangladesh e Filipinas.
Nas Filipinas, onde quase todo o petróleo consumido é importado, o governo orientou a população a reduzir o uso de ar-condicionado e a evitar deslocamentos considerados não essenciais. Outra possibilidade em análise é a adoção de uma semana de trabalho de quatro dias, medida que poderia diminuir o consumo de combustível e energia.
Na Índia, a estratégia adotada envolve a ampliação da compra de combustíveis provenientes da Rússia, com isenções e facilidades que permitam garantir o abastecimento interno diante das oscilações no mercado internacional.
Já o Japão tem priorizado medidas voltadas à proteção dos consumidores, enquanto a Tailândia busca novos mercados internacionais para adquirir petróleo bruto e gás natural, numa tentativa de reduzir a dependência das rotas e fornecedores tradicionais.
As iniciativas refletem a preocupação crescente com os efeitos econômicos da instabilidade no mercado global de energia, especialmente em regiões altamente dependentes das exportações de petróleo do Oriente Médio.
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