Deputados do PL e PT trocam insultos de “fake news” e “hiena” durante sessão da CPMI do INSS
gazetadevarginhasi
há 2 dias
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Durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na manhã desta quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), deputados federais trocaram insultos e acusações diretas em meio às discussões que antecediam as votações e o depoimento do presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior.
O confronto verbal ocorreu entre os parlamentares Mauricio Marcon (PL-RS) e Rogério Correia (PT-MG). A troca de farpas começou quando Marcon criticou uma publicação compartilhada por Correia em redes sociais envolvendo uma imagem gerada por inteligência artificial com figuras públicas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master — e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
Marcon afirmou: “o deputado Rogério Correia, o deputado fake news, para que ele possa usar o art. 14 [tempo de direito de resposta] e dizer para todo o país o porquê que ele produziu uma peça fake, produzida por inteligência artificial”, acusando o colega de disseminar desinformação e lembrando que havia sido bloqueado nas redes sociais por Correia.
Ao responder ao direito de resposta concedido pela mesa, o deputado do PT rebateu classificações do adversário e prometeu desbloquear Marcon nas redes sociais. Em seguida, Correia disse que a imagem compartilhada já estava viralizada antes de sua divulgação, e dirigiu palavras duras ao colega: “continue rindo, deputado hiena, da sua própria desgraça”, além de afirmar que aguentaria “essa voz rouca de tanto falar mentiras e fake news contra o governo do presidente Lula”, reforçando a acusação de desinformação.
Ambos os parlamentares seguiram a troca de insultos, acusando-se mutuamente de mentir. O incidente ocorreu logo no início da sessão, antes do andamento formal dos trabalhos da comissão, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o INSS.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), precisou intervir e pedir silêncio mais de uma vez até retomar a ordem dos debates, antes das votações e da oitiva já programada para a manhã.
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