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Durante onda de calor e falta de chuva, incêndios florestais aumentaram 117% em Minas Gerais

Segundo o Corpo de Bombeiros, na primeira quinzena deste mês, foram registradas 389 ocorrências, contra 179 ao longo de todo o novembro de 2022.


Semad / Divulgação

Em meio à onda de calor e à falta de chuva, o número de incêndios florestais mais do que dobrou em Minas Gerais neste mês.

Segundo o Corpo de Bombeiros, na primeira quinzena, foram registradas 389 ocorrências, contra 179 ao longo de todo o novembro de 2022, o que representa um aumento de 117%.
"A primeira interferência do calor é para a sequidão da vegetação, tornando a vegetação mais propensa aos incêndios. Um incêndio que caminharia de uma forma mais lenta, com essa situação da vegetação, caminha mais veloz e com maior violência. As temperaturas mais altas dificultam o combate, trazendo, inclusive, risco para as equipes de campo", afirmou o capitão Warley Vieira.
Nesta semana, foi registrado um incêndio na Serra do Gandarela, em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Brigadistas, a Polícia Ambiental e bombeiros trabalharam no combate às chamas. Foi necessário apoio aéreo para apagar o fogo em locais de difícil acesso. No último domingo (12), brigadistas do Alto do Mucuri e voluntários combateram vários focos de incêndio na área de proteção ambiental no limite de Poté e Ladainha.
No Parque Estadual da Serra do Papagaio, em Itamonte, o fogo consumiu uma vegetação de cerca de 50 hectares. A operação de combate mobilizou helicóptero e mais de 40 bombeiros e voluntários. Os focos foram controlados depois de dois dias. Combater incêndios com temperaturas tão elevadas tem sido um desafio a mais para os bombeiros. Além de equipamentos especiais, com tecidos que conseguem isolar uma parte do calor, há estratégias pra que o controle das chamas seja mais eficiente.
"Em alguns momentos do dia, esse combate ao incêndio não é tão efetivo, justamente nas horas mais quentes. É feita uma estratégia em que você coloca sua equipe para descansar, se hidratar e, no momento em que a temperatura acaba diminuindo, fica mais propício esse combate", explicou o cabo Lucas Nunes.

FONTE:G1


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