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Em primeira Páscoa como papa, Leão XIV pede fim das guerras e cobra diálogo mundial

  • 6 de abr.
  • 2 min de leitura
Em primeira Páscoa como papa, Leão XIV pede fim das guerras e cobra diálogo mundial
Divulgação
Papa Leão XIV pede fim das guerras e critica “globalização da indiferença” em missa de Páscoa no Vaticano.

Pela primeira vez desde que assumiu como líder máximo da Igreja Católica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa na Praça São Pedro, no Vaticano. A celebração reuniu cerca de 50 mil fiéis e foi marcada por um forte apelo à paz mundial e ao diálogo entre as nações.

Durante a homilia, o pontífice direcionou uma mensagem contundente aos líderes globais, pedindo o fim dos conflitos armados e a busca por soluções pacíficas. “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, afirmou neste domingo (5).

O líder religioso também fez duras críticas à falta de sensibilidade diante do sofrimento humano, alertando para o que classificou como uma crescente indiferença global. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”, declarou.

Ao abordar o cenário internacional, Leão XIV retomou uma expressão associada ao papa Francisco, destacando a existência de uma “globalização da indiferença”. Segundo ele, o mundo presencia diariamente o avanço de conflitos marcados pelo “desejo de morte”, reforçando a urgência de uma mudança de postura coletiva.

Inspirando-se nos ensinamentos de Cristo, o papa defendeu o diálogo e a cooperação como caminhos essenciais para romper o ciclo de violência. “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas, famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, afirmou.

Leão XIV também ressaltou o significado da Páscoa para os cristãos, definindo a data como “uma vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”. Ainda assim, reconheceu que essa mensagem nem sempre é facilmente aceita. “Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e por fora”, disse.

Ao final da celebração, o pontífice voltou a criticar a indiferença diante do mal e reforçou a necessidade de ação coletiva. “Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal!”, destacou.

Encerrando a missa, o papa fez um apelo para que a humanidade levante sua voz em favor da paz. “Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração. Não àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós.”
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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