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Enem 2023: Inep aciona PF para investigar imagens de prova nas redes sociais


Reprodução

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) acionou a Polícia Federal para investigar a imagem de uma prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 que circula nas redes sociais. Ela mostra a página do tema da redação, com os respectivos textos motivacionais aplicados no domingo (5). Quase 4 milhões de estudantes de todo o país estão aptos a participar da avaliação, que terá outras provas aplicadas em 12 de novembro.
Na página que vazou, é possível ler os quatro textos motivacionais usados como base para a dissertação dos candidatos. A redação do Enem 2023 é sobre "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil".
As imagens surgiram após as 13h, quando os portões foram fechados, segundo a assessoria do Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação. Investigadores identificaram que a foto que mostra a página do Enem 2023 com o tema e as instruções para a realização da redação deste ano começou a ser compartilhada nas redes sociais por volta de, pelo menos, 14h30, horário em que os alunos ainda estavam impedidos de deixar a sala com a prova — isso só é permitido às 18h30. As regras de segurança impedem que os candidatos fiquem com o telefone celular ou equipamentos eletrônicos durante o exame.
O Inep não informou quantas imagens foram identificadas até a mais recente atualização desta reportagem, mas disse que não trabalha, por ora, com a tese de que a prova tenha sido vazada. Destacou que o acionamento da PF é um procedimento padrão em qualquer suspeita de irregularidade.
Em 2009, uma cópia da prova do Enem foi roubada da gráfica e vazou. Nos anos seguintes, houve problemas de impressão, troca de gabaritos, divulgação de notas erradas e é recorrente que alguns candidatos postem fotos — em 2012, por exemplo, 60 candidatos foram eliminados por postarem fotos. Em 2019, um aplicador de provas vazou a foto de uma página também da redação. Na época, segundo o então ministro, Abraham Weintraub, não houve dano nenhum por conta do vazamento.

PF e PRF apreendem minúsculos equipamentos de comunicação
Policiais federais apreenderam equipamentos discretos de comunicação – telefone celular “micro” e fone de ouvido intra auricular “micro” – com dois investigados que estavam em Maceió (AL). Há a suspeita que tais aparelhos seriam usados por candidatos do Enem.
Os dois suspeitos estavam em um ônibus interestadual que ia de Belo Horizonte (MG) para Maceió e foi parado em blitz da Polícia Rodoviária Federal, na quinta-feira (2), em Vitória da Conquista (BA). Durante a vistoria, patrulheiros encontraram na bagagem de um dos passageiros "dispositivos discretos de gravação, com uma câmera conectada a uma placa", conforme nota da PRF.
O passageiro contou aos policiais que viajava para visitar parentes em Maceió e que os equipamentos seriam usados para registros do passeio no litoral. Os equipamentos foram apreendidos e o passageiro foi liberado para seguir viagem.
Com a chegada da dupla à capital alagoana, o caso passou a ser acompanhado pela Polícia Federal, que, com mandado de busca e apreensão, foi ao apartamento ocupado por eles, no sábado (4), onde agentes encontraram mais equipamentos minúsculos de filmagem.
Desde então, policiais federais investigam uma suposta rede que visa fraudar o Enem. “Serão prosseguidas as diligências no sentido de verificar se há candidatos utilizando esses equipamentos na data da prova”, diz a PF em nota.
Como a fraude usa tecnologia de transmissão de dados, suspeita-se que candidatos de qualquer parte do país poderiam ser beneficiados com o envio de dados, como as respostas da prova.
Fonte: O Tempo

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