Esperança na natureza! Escorpião amazônico pode ajudar no combate ao câncer de mama
23 de jun. de 2025
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), descobriram uma molécula com potencial promissor no combate ao câncer de mama. A substância foi encontrada no veneno do escorpião amazônico Brotheas amazonicus.
Batizada de BamazScplp1, a molécula demonstrou efeitos antitumorais comparáveis aos de medicamentos quimioterápicos já utilizados, como o paclitaxel. O estudo faz parte de um programa de bioprospecção apoiado pela Fapesp e conduzido no Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos, ligado à Unesp.
A equipe de cientistas pretende agora produzir o composto em laboratório, utilizando a técnica de expressão heteróloga com a levedura Pichia pastoris, permitindo a produção em larga escala e com menor custo, sem necessidade de extração direta do veneno.
Além da substância de efeito antitumoral, outras toxinas do escorpião estão sendo estudadas por apresentarem propriedades imunossupressoras e de formação de vasos sanguíneos, abrindo caminhos para o desenvolvimento de novos medicamentos acessíveis e seguros para diferentes doenças.
Os cientistas já acumulam experiência anterior com toxinas de cobras, a partir das quais desenvolveram um selante biológico para regeneração de nervos e ossos, atualmente em fase avançada de testes clínicos.
A descoberta reforça o potencial da biodiversidade brasileira como fonte de soluções inovadoras para a medicina, especialmente em doenças de alto impacto como o câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no mundo.
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