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Estudo aponta que renda familiar pode reduzir risco de inadimplência em até 31%

  • 26 de mai.
  • 2 min de leitura
O levantamento mostra que consumidores inseridos em residências com maior renda apresentam menor probabilidade de atrasar pagamentos, principalmente entre idosos, jovens e pessoas de baixa renda.
De acordo com os dados, entre consumidores com 60 anos ou mais, a taxa de inadimplência cai de 9,4% para 6,5% quando essas pessoas vivem em domicílios com renda superior a cinco salários mínimos, o que representa redução próxima de 31%.
Entre jovens de até 25 anos, o índice recua de 15,9% para 12,1%, uma queda de aproximadamente 24% no mesmo cenário.
Segundo o vice-presidente de Crédito e Software Solutions da Serasa Experian, Eduardo Monáco, as diferenças entre as faixas etárias estão relacionadas ao perfil financeiro de cada grupo.
Ele afirma que consumidores mais velhos costumam apresentar comportamento financeiro mais estável e previsível, fazendo com que informações ligadas à renda da residência tenham peso ainda maior na avaliação de risco.
Já no caso dos jovens, fatores como início da vida financeira, menor histórico de crédito e maior instabilidade de renda continuam influenciando diretamente os índices de inadimplência.
A pesquisa considera inadimplentes consumidores com atrasos superiores a 60 dias após a concessão do crédito.
No cenário geral, a taxa de inadimplência cai de 11,4% para 8,1% quando comparados domicílios de menor e maior renda, redução próxima de 29%.
Entre consumidores com renda individual de até dois salários mínimos, a inadimplência recua de 13% para 10,8% quando essas pessoas vivem em residências de renda mais elevada.
Segundo a Serasa Experian, os dados mostram que a renda do domicílio complementa a renda individual na leitura de risco de crédito, permitindo avaliações mais amplas sobre a capacidade financeira do consumidor.
A empresa destaca ainda que o modelo pode ampliar o acesso ao crédito para grupos tradicionalmente considerados mais arriscados, como jovens, trabalhadores informais e consumidores com pouco histórico financeiro.

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Gazeta de Varginha

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