EUA dizem a empresários brasileiros que solução para tarifas de 50% é política
4 de set. de 2025
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Em reunião em Washington DC, nesta quarta-feira (3), o Secretário de Estado Adjunto dos EUA, Christopher Landau, afirmou a empresários brasileiros que a solução para as tarifas de 50% impostas ao Brasil é essencialmente política.
Participaram do encontro o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o ex-diretor da OMC e consultor da entidade, Roberto Azevêdo, e o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil.
Segundo Landau, que ocupa o segundo cargo mais alto da diplomacia americana — abaixo apenas do Secretário de Estado Marco Rubio — há espaço para diálogo, mas o governo entende que parte da dificuldade está em recentes tensões institucionais no Brasil, especialmente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
No início de setembro, Landau já havia publicado no X (antigo Twitter) críticas duras ao ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de ter “usurpado poder ditatorial” ao intimidar líderes políticos e seus familiares com prisões e outras sanções.
A comitiva brasileira também esteve no Capitólio, reforçando esforços multilaterais para tentar reverter os impactos do tarifaço. Ainda assim, Landau destacou que há um “beco sem saída” porque autoridades brasileiras alegam não ter como negociar decisões judiciais.
Além do impasse tarifário, veio à tona a informação de que bancos brasileiros receberam uma notificação dos EUA pedindo esclarecimentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. O Departamento do Tesouro não confirmou oficialmente, mas explicou que, em geral, mantém contato com instituições financeiras para reforçar normas de compliance.
Apesar das divergências, Landau declarou que os Estados Unidos desejam retomar a “amizade histórica” com o Brasil, mas a solução dependerá de alinhamento político que vá além das tratativas econômicas.
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