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EUA rejeitam avaliação do Itamaraty e classificam como "absurda" hipótese de ação militar no Brasil

  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como "absurda" a avaliação do Ministério das Relações Exteriores de que a decisão do governo norte-americano de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas poderia abrir caminho para uma ação militar em território brasileiro. A manifestação foi divulgada em resposta a um documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira e encaminhado à Câmara dos Deputados.

Em nota, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos estão adotando medidas dentro de sua própria autoridade soberana para combater organizações classificadas pelo país como narcoterroristas. O governo norte-americano também declarou que a classificação das facções brasileiras tem como objetivo enfrentar grupos criminosos que atuam em seu território e negou que a medida tenha a finalidade de justificar qualquer intervenção militar no Brasil.

Segundo os Estados Unidos, alegações sobre uma possível ação militar são consideradas vagas e podem favorecer organizações criminosas ao desviar o foco das iniciativas de combate ao crime organizado. A manifestação foi enviada em resposta às preocupações apresentadas pelo Itamaraty no documento encaminhado ao Legislativo brasileiro.

No parecer assinado por Mauro Vieira, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a classificação unilateral do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas poderia gerar consequências para instituições, empresas e cidadãos brasileiros. O documento também apontou que a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos permitiria a adoção de medidas nas áreas financeira, migratória e penal, além de mencionar um possível risco relacionado ao uso da força militar.

A controvérsia ocorre após o governo do presidente Donald Trump oficializar, no início de junho, a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida integra a estratégia norte-americana de ampliar o combate ao crime organizado transnacional e foi seguida pelo anúncio de sanções contra brasileiros e empresas apontados pelas autoridades dos Estados Unidos como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

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Gazeta de Varginha

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