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EUA sinalizam apoio a projetos de minerais críticos no Brasil com foco em industrialização

  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O governo dos Estados Unidos tem adotado um tom considerado cordial nas negociações com o Brasil sobre minerais críticos, sinalizando interesse em apoiar projetos no país. A proposta envolve não apenas a extração dos recursos, mas também o desenvolvimento de etapas mais avançadas da cadeia produtiva em território brasileiro.

Segundo relatos de discussões recentes, instituições financeiras ligadas ao governo americano estariam dispostas a financiar estruturas como plantas de refino e separação de minerais. A estratégia busca ampliar a participação do Brasil em fases industriais que agregam maior valor aos produtos extraídos.

O movimento está inserido em um contexto global em que os Estados Unidos tentam reduzir a dependência da China nas cadeias produtivas de insumos considerados estratégicos. Atualmente, o país asiático domina não apenas a produção mineral, mas principalmente as etapas mais complexas, como o refino e a fabricação de produtos de maior valor agregado.

Esse direcionamento aparece em um memorando de entendimento firmado entre o estado de Goiás e os Estados Unidos. O documento prevê o desenvolvimento de etapas industriais completas, incluindo separação de terras raras, produção de ligas metálicas e fabricação de ímãs permanentes de neodímio.

No caso das terras raras, a verticalização da produção é considerada essencial. Isso porque a China concentra mais de 90% da produção global de ímãs permanentes, o que mantém sua posição dominante mesmo quando outros países ampliam a extração de minério.

Representantes americanos têm indicado que pretendem apoiar algum nível de industrialização em países com reservas minerais, especialmente no Brasil, que tem condicionado acordos à agregação de valor local. Segundo Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, já há mais de 600 milhões de dólares investidos em projetos no país, com potencial para novos aportes bilionários.

Apesar disso, a produção de bens finais, como baterias e ímãs, ainda é vista como um desafio mais distante, por depender de cadeias industriais mais complexas e concentradas em outras regiões. Ainda assim, projetos intermediários, como o processamento químico de minerais, já representam avanço relevante na agregação de valor dentro do Brasil.

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Gazeta de Varginha

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