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Ex-Secretário Neri Geller afirma leilão foi um erro político


Demitido após denúncias sobre possíveis irregularidades no leilão de arroz importado pelo governo Lula, o ex-secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Neri Geller, afirmou que o leilão foi um erro político, mas não de sua autoria. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Geller destacou que não participou da elaboração do leilão e que as denúncias foram direcionadas para atingi-lo pessoalmente.

Anulação do Leilão e Conflitos de Interesses
No dia 11 de junho, o governo Lula anunciou a anulação do leilão de importação de arroz, que levantou suspeitas ao incluir entre os vencedores uma loja de leites e um empresário envolvido em propinas. Geller foi demitido simultaneamente à anulação do leilão, o que foi visto como uma tentativa de vinculá-lo ao fracasso da medida. Reportagem do site The Agribiz revelou que a Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso (BMT) e a Foco Corretora de Grãos, criadas pelo ex-assessor de Geller, Robson Luiz de Almeida França, intermediaram a venda de quase metade do arroz importado leiloado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Suspeitas Envolvendo o Filho de Geller
Geller também foi questionado sobre um possível conflito de interesses envolvendo seu filho, Marcelo Piccini Geller, que é sócio em outro empreendimento de França. Geller afirmou que França deixou de ser seu assessor em 2020 e que a empresa do ex-auxiliar com seu filho nunca operou. Ele defendeu que "não há uma vírgula errada" e que a empresa deveria ter sido encerrada para evitar o imbróglio.
Discussões Sobre o Leilão e Relação com o Ministro

Geller evitou apontar os principais defensores do leilão, mas mencionou que defendeu uma abordagem mais cautelosa, como a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. Ele afirmou que já era possível prever que a maior parte da produção do Rio Grande do Sul não seria afetada pelas chuvas, pois já havia sido colhida.

Aliados de Geller indicam que a proposta de importação foi defendida pela Casa Civil da Presidência e pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Geller tentou conversar com Fávaro após o anúncio de sua saída, mas foi ignorado. Ele negou ter pedido demissão e afirmou que foi tratado de maneira injusta.
Questionado sobre sua relação com Fávaro e se foi tratado como "bode expiatório", Geller evitou comentários diretos, mas ressaltou seu papel como interlocutor do presidente Lula no agronegócio.

Fonte:Revista Oeste

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