Fábio Luís Lula da Silva abre empresa na Espanha enquanto é citado em investigações do INSS
18 de mar.
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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, abriu uma empresa na Espanha em meio às investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social. Ele é citado nas apurações conduzidas pela Polícia Federal, que investigam possíveis irregularidades envolvendo pagamentos e atuação de intermediários no esquema.
A empresa, chamada Synapta, iniciou suas atividades em 13 de janeiro de 2026 e foi registrada oficialmente em 6 de fevereiro no Registro Mercantil de Madri. Segundo documentos analisados, trata-se de uma sociedade limitada voltada para serviços tecnológicos, com atuação em áreas como consultoria técnica, informática e desenvolvimento de sistemas.
O capital social da empresa é de 3.000 euros, valor mínimo exigido pela legislação espanhola. A sede está localizada em Madri, e os registros indicam que a atuação da empresa envolve serviços de tecnologia em sentido amplo, incluindo planejamento e integração de sistemas.
A abertura da empresa ocorre no contexto em que o nome de Lulinha aparece em investigações da Polícia Federal. Segundo os investigadores, há indícios de que ele possa ter sido beneficiário do esquema como “sócio oculto”, hipótese que é apurada no inquérito.
Relatórios da Polícia Federal apontam suspeitas de pagamentos mensais que poderiam chegar a R$ 300 mil, supostamente relacionados à facilitação de acesso a ambientes em Brasília. Esses repasses teriam sido feitos por meio de terceiros, de acordo com a apuração preliminar.
Além disso, a investigação menciona apreensões realizadas em fases da operação, incluindo materiais em que o nome de Lulinha aparece. Depoimentos colhidos pela Polícia Federal e pela comissão parlamentar que investiga o caso também citam o empresário em relatos sobre pagamentos.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que não há irregularidade na abertura da empresa e que o empreendimento ainda não está em operação. Segundo os advogados, a criação da empresa faz parte de um projeto futuro e foi realizada dentro da legalidade.
Os advogados também negam qualquer envolvimento do empresário em irregularidades e afirmam que ele mantém postura transparente. A defesa sustenta que abrir uma empresa é um ato legal e que eventuais suspeitas serão esclarecidas no curso das investigações.
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