Fóssil de 125 milhões de anos revela dinossauro com espinhos ocos únicos no registro paleontológico
24 de fev.
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Reprodução
Cientistas identificaram na China um fóssil de dinossauro que apresenta estruturas de espinhos ocos na pele nunca antes observadas na linha evolutiva desses animais, segundo informações publicadas em 23 de fevereiro de 2026. O exemplar, datado de aproximadamente 125 milhões de anos, pertence a uma nova espécie batizada de Haolong dongi, cujo nome homenageia o paleontólogo Dong Zhiming por suas contribuições ao estudo de dinossauros no país.
O fóssil excepcionalmente preservado foi estudado por uma equipe internacional de pesquisadores ligada ao Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e outras instituições, e inclui tanto partes esqueléticas quanto tecidos moles fossilizados — um achado raro que permite a análise microscópica de detalhes da pele. Utilizando tomografia por raios X e técnicas histológicas, foi possível observar células individuais da pele e a estrutura interna dos espinhos.
Diferentemente de placas ósseas ou chifres presentes em algumas espécies conhecidas, os espinhos do Haolong dongi são cutâneos, ocos e originados da pele. Essa morfologia é inédita entre os dinossauros conhecidos até o momento e sugere que esses apêndices não faziam parte do esqueleto, mas sim de um revestimento corporal semelhante a espinhos de porco-espinho, ainda que com origem distinta.
Os pesquisadores levantaram várias hipóteses sobre a função desses espinhos. Uma possibilidade é a defesa contra predadores, atuando como um elemento dissuasor de ataques. Outra é a regulação térmica, já que estruturas superficiais podem auxiliar no controle de temperatura corporal, ou mesmo um papel sensorial, permitindo ao animal detectar estímulos ambientais por meio das projeções cutâneas.
Por enquanto, o espécime encontrado é de um indivíduo jovem, e ainda não está claro se os espinhos também estariam presentes nos adultos da espécie ou se variavam com a idade. A descoberta amplia a compreensão sobre a diversidade dos revestimentos corporais em dinossauros, indicando que sua aparência e adaptações podem ter sido mais variadas do que se imaginava anteriormente.
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Ecology & Evolution, reforçando a importância dessa descoberta para a paleontologia e para o entendimento da evolução morfológica entre os dinossauros herbívoros do período Cretáceo Inferior.
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