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Fazendas de MG desmatavam áreas preservadas para produzir carvão, conclui PCMG

Ao menos nove toneladas de carvão ilegal teriam sido produzidas


Foram cumpridos em oito cidades mineiras 13 mandados de busca e apreensão — Foto: PCMG / Divulgação
Cinco fazendas e três siderúrgicas estão sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por um esquema suspeito de produção ilegal de carvão e metal.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), pelo menos nove toneladas de carvão ilegal teriam sido produzidas, sendo o metal um subproduto obtido a partir do carvão.

A investigação teve início em agosto de 2023, após denúncias sobre a origem criminosa do carvão utilizado pelas siderúrgicas. O inquérito indica que as fazendas envolvidas estavam desmatando áreas nativas de preservação ambiental para obter a matéria-prima do carvão, em vez de plantar eucaliptos para uma produção lícita.

Segundo a delegada Bianca Landau, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente, as fazendas suspeitas estariam fraudando documentos emitidos pela Semad para autorização do plantio de carvão, utilizando-os para transportar, consumir e armazenar carvão de origem nativa.

A PCMG suspeita que as siderúrgicas tinham conhecimento da origem ilegal do carvão utilizado. Os crimes ambientais identificados incluem supressão de mata nativa, produção de carvão sem autorização e receptação de carvão ilegal, podendo resultar em penas de até seis anos de prisão.

A Semad não pôde fornecer informações precisas sobre os biomas e a extensão da degradação, devido à complexidade das tipologias florestais e ecologias envolvidas. Segundo Bruno Zuffo, diretor de combate ao desmatamento da Semad, isso dificulta determinar a exata localização e extensão dos danos ambientais causados pelo esquema ilegal.


Outros crimes são investigados


Agora, o objetivo da Polícia Civil é investigar outros crimes no entorno do esquema. Foram cumpridos em oito cidades mineiras 13 mandados de busca e apreensão. Neles, foram recolhidos documentos, celulares e computadores que serão analisados para identificar outros crimes, como falsidade ideológica, associação  criminosa e lavagem de dinheiro. 

Somados com os crimes ambientais apontados pela PCMG, esses delitos podem render até 20 anos de detenção. De acordo com a Polícia Civil, não houve nenhuma prisão até o momento porque os crimes ambientais - os únicos já configurados - têm pena baixa, e a lei só permite prisão cautelar em investigação de crimes com penas mais altas.

Por quê operação Origem? 


O nome da operação remete à suspeita de que as fazendas teriam ocultado a origem ilegal do carvão produzido.

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