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Fortes temporais em Juiz de Fora causam mortes, desabrigados e calamidade pública

  • 24 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Pelo menos 14 pessoas morreram em Juiz de Fora (MG) em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24), conforme informações oficiais divulgadas pela prefeitura municipal nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. Em razão da situação, o município decretou estado de calamidade pública e suspendeu aulas na rede municipal de ensino.

As chuvas intensas — que elevaram o acumulado de precipitação de fevereiro a cerca de 584 milímetros, o dobro do esperado para o mês e o maior volume registrado na história da cidade — provocaram deslizamentos de terra, soterramentos, alagamentos e transbordamentos de rios e córregos, gerando graves impactos em diversos bairros da cidade localizada na Zona da Mata mineira.

De acordo com a administração municipal, as 14 vítimas fatais foram registradas em sete bairros diferentes de Juiz de Fora:

Bairro JK: 4 mortes
Santa Rita: 4 mortes
Vila Ideal: 2 mortes
Lourdes: 1 morte
Vila Alpina: 1 morte
São Benedito: 1 morte
Vila Olavo Costa: 1 morte

Além das fatalidades, as chuvas deixaram cerca de 440 pessoas desabrigadas, que tiveram de ser acolhidas em abrigos provisórios e por redes de apoio, enquanto as buscas por desaparecidos continuam em diferentes pontos da cidade, incluindo ocorrências de soterramento.

Em razão da gravidade da situação, a prefeita Margarida Salomão (PT-MG) assinou o decreto de estado de calamidade pública, que tem validade de 180 dias e autoriza ações emergenciais para enfrentamento dos impactos do temporal, incluindo apoio de órgãos estaduais e federais, mobilização de equipes de resgate e reorganização de serviços públicos.

A Defesa Civil local informou que o excesso de chuva resultou em pelo menos 251 ocorrências relacionadas à enchente, com quedas de árvores, bloqueios de vias, risco geológico e interdições de estruturas urbanas, enquanto equipes de bombeiros e demais forças de segurança seguem trabalhando para atender vítimas e retirar moradores de áreas de risco.

O temporal provocou também o transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos, o que contribuiu para que bairros ficassem ilhad os ou com acesso prejudicado, além de bloquear vias de circulação importantes e comprometer a infraestrutura urbana em vários setores da cidade.

Medidas de apoio e assistência continuavam a ser implementadas ao longo desta terça-feira, com a prioridade voltada para salvar vidas, restabelecer serviços básicos e garantir segurança à população diante do risco de novas precipitações e agravamento dos impactos causados pela chuva.

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Gazeta de Varginha

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