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Haddad: O primeiro passo para controlar a inflação dos alimentos é um Plano Safra mais robusto.

  • 21 de fev. de 2025
  • 3 min de leitura
Reprodução
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Em entrevista ao ICL Notícias nesta sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a primeira ação do governo federal para combater a inflação dos alimentos é a ampliação do Plano Safra, que oferece apoio ao setor agropecuário por meio de linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para produtores rurais.

“A primeira medida será fazer planos safras cada vez mais robustos, maiores e melhores. O governo [do presidente] Lula está preparando o terceiro grande plano, após termos batido dois recordes em 2023 e 2024. Queremos alcançar os mesmos resultados em 2025. Assim que o orçamento for aprovado, vamos lançar o Plano Safra para a próxima colheita, e acreditamos que o Brasil tem todas as condições de ampliar a produção de maneira sustentável, sem desmatamento, que já caiu drasticamente no país”, explicou.

Haddad também ressaltou que os problemas enfrentados em 2024, como a seca e as enchentes, junto com a manutenção dos juros altos nos Estados Unidos, impactaram negativamente a inflação no Brasil. Ele afirmou que esses desafios precisam ser superados pelo governo atual.

“Tivemos eventos que precisam ser corrigidos. A seca e as inundações do ano passado afetaram a produção. Além disso, os juros elevados nos EUA fortaleceram o dólar, o que gerou inflação global”, destacou.

O ministro ainda apontou que a expectativa para este ano é de uma safra significativa, possivelmente recorde, o que deve ajudar a reduzir os preços dos alimentos. “Provavelmente teremos uma grande safra a partir do final deste mês ou início de março. Se não for a maior, será uma das maiores. Isso nos permitirá continuar exportando alimentos e garantindo o abastecimento interno”, afirmou.
Segundo Haddad, a combinação de uma safra recorde e a queda do dólar ajudará a estabilizar os preços dos alimentos. “Com a redução do dólar, que agora está mais alinhado aos fundamentos da economia brasileira, e com a safra que se aproxima, acreditamos que os preços vão se ajustar para um patamar mais adequado”, explicou.

Outra medida mencionada pelo ministro para contribuir na queda dos preços é a expansão das produções agrícolas para diferentes regiões do Brasil, um esforço liderado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Haddad destacou que isso inclui, por exemplo, a tentativa de diversificar a produção de arroz, atualmente concentrada em uma única região, distribuindo-a por mais estados do país. “Estamos enfrentando uma crise climática, por isso é fundamental diversificar as culturas em todo o território”, disse.

Orçamento e Subsídios
Durante a entrevista, Haddad também criticou a demora na aprovação do orçamento no Congresso. Para ele, é essencial que o orçamento seja aprovado rapidamente para garantir a continuidade dos subsídios aos produtores rurais. Hoje, o Ministério da Fazenda informou que enviou um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) buscando respaldo técnico e legal para retomar imediatamente as linhas de crédito com recursos equalizados do Plano Safra 24/25.

O ministro explicou que, devido aos juros altos, as políticas públicas de subsídio para pequenos e médios produtores se tornam ainda mais necessárias para manter a produção. “Em geral, compensamos o aumento da Selic para não comprometer a produção”, afirmou.

Sem a aprovação do orçamento, disse Haddad, a concessão de subsídios se torna difícil. "O orçamento ainda não foi aprovado. Inclusive, enviei um comunicado a uma das lideranças da FPA [Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária], informando que estamos oficiando o TCU sobre o problema da não aprovação do orçamento. Não queremos que haja interrupção das linhas de crédito do Plano Safra”, afirmou.

Ele concluiu dizendo que, com a aprovação de um orçamento equilibrado, o Brasil terá, no médio prazo, juros mais baixos, com sustentabilidade fiscal, sem prejudicar a população que depende do Estado, incluindo os produtores rurais que necessitam de apoio para continuar produzindo alimentos acessíveis.

Governo Anterior
Durante a entrevista, Haddad também criticou a gestão do governo anterior, apontando que o receio de perder as eleições de 2022 resultou no uso descontrolado de recursos públicos para garantir a vitória. Segundo o ministro, isso levou a uma perda de controle dos gastos, ao contrário do que está sendo feito no atual governo, que tem se concentrado na melhoria da gestão de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Não se trata de cortes, mas de racionalidade e responsabilidade para garantir que esses direitos sociais sejam sustentáveis a longo prazo e não dependam de um único governo”, concluiu Haddad.

Fonte:Agência Brasil

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Gazeta de Varginha

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