Homem acusado de matar mulher em apartamento vai a júri popular
há 4 dias
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Divulgação
Policial militar reformado vai a júri popular por feminicídio em Belo Horizonte.
Um policial militar reformado será submetido a júri popular pela morte de uma mulher na região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que também determinou a manutenção da prisão preventiva do acusado, Marcos Antônio Januário.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o réu era cliente frequente da vítima e demonstrava comportamento possessivo, tentando estabelecer um vínculo afetivo além da relação profissional. Segundo o órgão, ele não aceitava o distanciamento imposto pela mulher.
O crime ocorreu em outubro de 2025, no bairro Carlos Prates, quando a vítima realizava um atendimento em um apartamento. Conforme apurado, após iniciar uma discussão, o acusado sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo contra o rosto da mulher.
Após o crime, o homem foi localizado em frente ao prédio e detido, apesar de ter apresentado resistência à abordagem.
Durante o processo, a defesa solicitou a desclassificação do crime de feminicídio para homicídio simples, alegando ausência de elementos que caracterizassem a motivação de gênero, além da retirada de qualificadoras. No entanto, a magistrada entendeu que as provas e depoimentos indicam a possibilidade de o crime ter sido motivado pela condição de sexo feminino da vítima.
Na decisão, a juíza destacou que cabe ao Tribunal do Júri analisar o caso.
“Tal circunstância, por si só, afasta a possibilidade de desclassificação sumária, devendo a matéria ser submetida à apreciação do Tribunal do Júri, juiz natural da causa”, afirmou.
O réu responderá por feminicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
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