top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Inadimplência bilionária de cliente eleva índice de calote no Banco do Brasil e surpreende clientes

  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

No final de 2025, o Banco do Brasil registrou um episódio de inadimplência de grande magnitude após uma empresa do setor atacadista deixar de honrar uma dívida que somou R$ 3,6 bilhões, um valor considerado anormal para uma única contraparte e que acabou refletindo diretamente nos indicadores financeiros do banco. Essa situação acabou elevação significativa do índice de inadimplência do banco, medida que mostra a proporção de crédito em atraso na carteira da instituição.

Com o impacto do calote, o índice de inadimplência acima de 90 dias do Banco do Brasil passou a 5,17%, acima dos 4,51% verificados no trimestre anterior e dos 3,16% registrados no mesmo período de 2024, segundo os dados divulgados pelo banco. Esse salto chamou a atenção de analistas e também de clientes da instituição, para quem um evento dessa escala foi uma surpresa, visto que empresas de grande porte normalmente honram compromissos financeiros substanciais.

A análise dos números mostra que, caso o episódio isolado de inadimplência não tivesse ocorrido, o índice de inadimplência geral do banco teria ficado em 4,88%, um nível mais alinhado com as expectativas para o setor naquele momento. A expansão exponencial do índice evidencia o peso desse caso isolado no desempenho da carteira de crédito da instituição.

Apesar desse revés, o Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, dentro da faixa projetada pela própria instituição, embora com uma queda de 45,4% em relação a 2024. A redução no lucro foi atribuída principalmente ao aumento da inadimplência e à necessidade de reforçar provisões para devedores considerados duvidosos.

Para se preparar para riscos futuros, o banco aumentou suas provisões para devedores duvidosos a R$ 17,9 bilhões, valor que praticamente dobrou em relação ao ano anterior. Essa medida foi considerada essencial por analistas e pela própria instituição financeira para enfrentar desafios relacionados à deterioração de crédito.

O Banco do Brasil também traçou projeções para 2026, com expectativas de um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O planejamento inclui estimativas de custo de crédito entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões, o que demonstra o esforço da instituição em ajustar suas estratégias financeiras diante de um cenário de risco e incerteza no mercado de crédito.

O episódio do calote bilionário acabou chamando a atenção de clientes e agentes do mercado financeiro, pois evidenciou vulnerabilidades pontuais na carteira de crédito do Banco do Brasil e gerou debates sobre as práticas de concessão e gerenciamento de risco de grandes bancos no Brasil.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page