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Inflação sobe em fevereiro e expõe dificuldade de bares e restaurantes para reajustar preços

  • 17 de mar.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A inflação oficial do país encerrou o mês de fevereiro com alta de 0,70%, mostrando aceleração em relação ao resultado registrado no mês anterior e ficando acima das projeções do mercado financeiro. Mesmo diante desse cenário de pressão inflacionária, o setor de alimentação fora do lar registrou reajustes bem mais modestos. Os preços de refeições e serviços em bares e restaurantes tiveram aumento de apenas 0,34%, menos da metade do índice geral.
Os dados reforçam que a pressão sobre os custos continua presente na economia e que os estabelecimentos do setor ainda enfrentam dificuldades para transferir integralmente essas despesas ao consumidor final. Esse cenário ocorre mesmo após uma recomposição parcial das margens de lucro observada ao longo do segundo semestre de 2025.
Levantamento nacional realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), com dados referentes ao mês de janeiro, mostra que uma parcela significativa dos empresários ainda não conseguiu reajustar seus cardápios. De acordo com a pesquisa, 31% dos estabelecimentos afirmaram não ter realizado qualquer reajuste de preços nos últimos 12 meses.
O estudo também indica que a maior parte dos empresários tem optado por reajustes mais moderados. Segundo o levantamento, 58% dos estabelecimentos realizaram aumentos em linha com a inflação ou até mesmo abaixo do índice geral, refletindo a preocupação com a reação dos consumidores diante de aumentos mais expressivos.
Apenas 11% dos empresários conseguiram aplicar reajustes acima da inflação oficial. Esse número evidencia o nível de sensibilidade do setor em relação ao comportamento do consumo e demonstra como muitos negócios operam atualmente com margens financeiras reduzidas. Em um ambiente de inflação em aceleração, a limitação para repassar custos se torna um fator de pressão adicional sobre o caixa das empresas, aumentando a vulnerabilidade financeira de bares e restaurantes.
“Os números de fevereiro mostram uma inflação que voltou a ganhar ritmo, enquanto o setor continua não conseguindo repassar integralmente os custos. É uma equação que aperta o caixa e aumenta a vulnerabilidade das empresas”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Apesar do cenário desafiador, o setor observa alguns fatores que podem contribuir para uma recuperação gradual ao longo do ano. Entre eles estão um calendário considerado mais favorável, com maior número de eventos e feriados, além do próprio período eleitoral, que tradicionalmente costuma estimular a circulação de recursos e aumentar o movimento em diversos segmentos da economia.
Segundo representantes do setor, esses elementos podem ajudar a fortalecer a atividade econômica e gerar um ambiente um pouco mais positivo para bares e restaurantes ao longo dos próximos meses. Ainda assim, o desafio de equilibrar custos operacionais e preços ao consumidor permanece no centro das preocupações dos empresários.
Fonte: Abrasel

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Gazeta de Varginha

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