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INSS ultrapassa 41 milhões de benefícios pagos por mês e déficit previdenciário já supera R$ 200 bilhões

  • 4 de set. de 2025
  • 1 min de leitura
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ultrapassou em junho a marca de 41 milhões de benefícios pagos por mês, entre aposentadorias, pensões e auxílios.
De acordo com os dados da folha de pagamentos, foram 41.223.901 benefícios, dos quais 34,5 milhões previdenciários e 6,6 milhões assistenciais, totalizando um desembolso bruto de R$ 83 bilhões.
No mesmo mês de 2024, o instituto atendia 40,2 milhões de pessoas, com gastos de R$ 77,2 bilhões. A fila de espera, por outro lado, continua em alta: em junho, havia 2,4 milhões de requerimentos pendentes, com tempo médio de concessão de 59 dias.
Do total, 21,6 milhões de benefícios pagam até um salário mínimo (R$ 1.518), enquanto apenas 797 segurados recebem o teto previdenciário de R$ 8.157,41.
Em relação a maio, houve uma queda de 7,27% na quantidade de benefícios concedidos e de 8,71% no valor pago. Em junho, foram 713,9 mil concessões, sendo 630,3 mil previdenciárias, 83,6 mil assistenciais e 32 benefícios especiais.
A expansão do número de beneficiários é explicada, em parte, pelo Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, lançado para acelerar análises administrativas e exames médico-periciais. Desde 2022, o total de benefícios saltou de 31,5 milhões para mais de 41 milhões, um crescimento de quase 10 milhões em três anos.
Por outro lado, o aumento pressiona as contas públicas. O déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) ultrapassou R$ 200 bilhões apenas no 1º semestre de 2025, o maior valor já registrado na série histórica para o período, superando até 2020, ano da pandemia.
Para 2026, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) prevê gastos de R$ 1,110 trilhão apenas com benefícios previdenciários, mostrando o peso crescente do INSS no orçamento federal.

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Gazeta de Varginha

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