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Investigação da PF no Sul de Minas mira CACs envolvidos em comércio ilegal

  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura
Investigação da PF no Sul de Minas mira CACs envolvidos em comércio ilegal
Divulgação
PF deflagrou operação contra tráfico internacional de peças de armas em MG.

A atuação da Polícia Federal em Varginha foi determinante na deflagração da Operação Entreposto, realizada nesta terça-feira (30/04), com foco no combate ao tráfico internacional e comércio ilegal de peças e acessórios de armas de fogo no Sul de Minas.

A investigação, conduzida pela unidade da PF em Varginha, apura um esquema estruturado que teria origem no município de Caldas, envolvendo aquisição, armazenamento e distribuição de produtos controlados para diversos estados do país.

Investigação detalha esquema e alcance nacional
Segundo a Polícia Federal, os investigados — registrados como CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) — utilizavam essa condição para adquirir legalmente produtos controlados e, posteriormente, revendê-los de forma clandestina, inclusive por meio de plataformas digitais.

As apurações conduzidas pela PF de Varginha identificaram uma rede com alcance nacional, com envio de peças e acessórios para diferentes regiões. Parte dos destinatários possui vínculo com o universo de armas, como CACs e agentes públicos, mas também foram detectadas remessas a pessoas com antecedentes criminais e até ligações com facções criminosas no Rio de Janeiro.

Provas técnicas e rastreamento internacional
O avanço da investigação contou com quebras de dados e análise técnica de movimentações financeiras e logísticas, que revelaram dezenas de transações suspeitas. Entre os indícios, estão importações frequentes de peças oriundas principalmente da China e dos Estados Unidos.

Esse trabalho técnico da PF de Varginha permitiu mapear a dinâmica do grupo, desde a entrada dos produtos no país até a redistribuição ilegal.

Medidas judiciais e repressão ao esquema
Com base nas provas reunidas, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A operação visa recolher armas, munições, peças, acessórios, documentos e dispositivos eletrônicos.

Também foi determinada a suspensão dos Certificados de Registro (CR) dos investigados, bem como das armas vinculadas, diante do risco de continuidade das atividades ilícitas.

Os envolvidos poderão responder por crimes como contrabando, descaminho, comércio ilegal e tráfico internacional de peças e acessórios de armas de fogo, cujas penas podem ultrapassar 12 anos de reclusão.

Atuação estratégica da PF em Varginha
A operação reforça o papel estratégico da Polícia Federal em Varginha no enfrentamento a crimes complexos na região, especialmente aqueles com conexões interestaduais e internacionais.

O nome “Entreposto” faz referência à estrutura logística utilizada pelo grupo para armazenar e redistribuir os produtos, muitos deles importados, para diferentes partes do país.

As investigações continuam, com a análise do material apreendido e a identificação de novos envolvidos no esquema criminoso.
Fonte: PF

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Gazeta de Varginha

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