Investigador da Polícia Civil é condenado por receber propina e proteger quadrilha de jogos de azar
25 de fev.
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Divulgação
Operação Hexagrama: policial civil é condenado por corrupção e participação em quadrilha de caça-níqueis na Grande BH.
O Ministério Público de Minas Gerais conseguiu, na sexta-feira (19/02), a condenação de um investigador da Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. À época dos fatos, o réu estava lotado na 4ª Delegacia de Polícia Civil (Leste), em Belo Horizonte, e recebeu pena de oito anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.
A acusação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com as investigações, o policial recebia propina do líder do grupo criminoso para não apreender máquinas de caça-níqueis. Ele participava de reuniões e recebia valores indevidos para realizar operações seletivas, destinadas a apreender equipamentos de grupos concorrentes. Além disso, utilizava o cargo público para fornecer informações privilegiadas à organização.
A sentença é um desdobramento da Operação Hexagrama, iniciada em 2020 para apurar atividades de exploração de jogos de azar, corrupção e lavagem de dinheiro na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A investigação, realizada em três fases, contou com o apoio do Batalhão Rotam da PMMG), do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
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