Irã executa por enforcamento atleta de wrestling ligado a protestos contra o governo
20 de mar.
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Reprodução
O governo do Irã executou por enforcamento o atleta de wrestling Saleh Mohammadi, de 19 anos, em um caso relacionado aos protestos contra o regime que ocorreram no país. A execução foi realizada na quinta-feira (19) e confirmada por autoridades iranianas e por organizações de direitos humanos.
Mohammadi fazia parte da seleção nacional da modalidade e havia participado de competições internacionais representando o país. Além dele, também foram executados Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi, todos acusados de envolvimento na morte de policiais durante manifestações registradas no início do ano.
De acordo com a imprensa estatal iraniana, os três foram condenados pelo assassinato de dois policiais durante os protestos. As execuções são apontadas como as primeiras diretamente relacionadas às manifestações que começaram no final de 2025 e foram reprimidas pelas autoridades.
A organização Iran Human Rights informou que os condenados também receberam sentença de morte com base na acusação de “moharebeh”, termo utilizado no país para caracterizar crimes considerados como “guerra contra Deus”.
Segundo a entidade, os julgamentos não seguiram garantias legais adequadas e teriam sido baseados em confissões obtidas sob tortura. O diretor da organização, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que as execuções representam ações para intimidar a população e conter a dissidência política.
Ainda de acordo com a ONG, centenas de pessoas continuam enfrentando acusações que podem resultar em pena de morte por envolvimento nos protestos. A organização também alertou para a possibilidade de novas execuções nas próximas semanas.
O caso ocorre em meio à repressão aos protestos no Irã, que mobilizaram grande número de pessoas e resultaram em ações severas por parte do governo contra manifestantes.
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