Jovem condenada por desviar R$ 1 milhão de formatura da USP consegue registro de médica.
3 de fev. de 2025
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Mesmo condenada por estelionato, a jovem Alicia Veiga, acusada de desviar quase R$ 1 milhão do fundo de formatura da Faculdade de Medicina da USP, conseguiu o registro para exercer a profissão de médica. O Conselho Federal de Medicina (CFM) confirmou que o cadastro de Alicia está ativo e regular desde 26 de dezembro de 2024.
A jovem foi condenada pela Justiça de São Paulo, em julho de 2024, a cinco anos de reclusão em regime semiaberto pelo golpe aplicado contra seus colegas de curso. A sentença também determinou o pagamento de indenização às vítimas no mesmo valor do prejuízo causado.
Relembre o caso
Alicia Veiga foi presidente da comissão de formatura e tinha acesso ao fundo financeiro da turma. Em 2021, ela solicitou a transferência de todo o dinheiro disponível para a conta da empresa de formaturas. Com consentimento dos alunos, a operação foi realizada, mas Alicia continuou recebendo valores em 2022 sem avisar os colegas e usou o dinheiro em benefício próprio.
O esquema só foi descoberto em 2023, quando as vítimas perceberam que o dinheiro havia sumido e denunciaram o caso à polícia. Inicialmente, Alicia foi indiciada por apropriação indébita, mas o Ministério Público considerou o crime como estelionato.
Mesmo com a condenação, Alicia conseguiu seu registro no CFM, o que significa que ela poderá atuar como médica, apesar do histórico criminal. A situação levanta questionamentos sobre a falta de restrições legais para condenados exercerem profissões regulamentadas, especialmente na área da saúde.
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