Justiça acata denúncia contra motorista acusado de embriaguez e homicídio em BH
gazetadevarginhasi
12 de nov.
2 min de leitura
Divulgação
Advogado que conduzia uma BMW é acusado de atropelar e matar manicure na avenida Raja Gabáglia, em fevereiro de 2022.
A Justiça mineira recebeu a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra um advogado acusado de atropelar e matar a manicure Cássia Gomes Chaves enquanto dirigia embriagado, em Belo Horizonte. O caso ocorreu em 28 de fevereiro de 2022, na avenida Raja Gabáglia, bairro Santa Lúcia.
A decisão foi tomada pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, nesta terça-feira (11/11). O acusado responderá pelos crimes de homicídio qualificado e embriaguez ao volante.
Acusação do Ministério Público
Segundo o MPMG, a vítima e uma amiga deixavam um espaço de eventos e se preparavam para entrar no carro da manicure, estacionado na via, quando foram surpreendidas pelo veículo conduzido pelo advogado. O impacto foi tão forte que a vítima foi arremessada contra outro automóvel e morreu no local, após sofrer politraumatismo.
Ainda conforme a denúncia, o motorista fugiu sem prestar socorro. O laudo apontou danos tanto na BMW quanto no carro atingido pela vítima.
Cerca de uma hora após o atropelamento, o acusado compareceu a uma base comunitária da Polícia Militar (PMMG), na região da Savassi, afirmando falsamente ter sido agredido por flanelinhas.
Durante o registro da ocorrência, os policiais perceberam sinais de embriaguez e relatos confusos. Após verificações, constataram que o veículo do advogado apresentava características idênticas às descritas por testemunhas do atropelamento — inclusive, uma palheta de limpador de para-brisa encontrada no local do acidente era compatível com o modelo da BMW.
O motorista realizou o teste do bafômetro, que confirmou a embriaguez. Dentro do carro, os policiais também encontraram uma garrafa de vodca. Ele foi preso em flagrante.
Denúncia e próximos passos
A denúncia, assinada pelo MPMG em 6 de novembro de 2025, baseou-se na conclusão do inquérito policial que comprovou que o advogado dirigia embriagado e em alta velocidade por diversas ruas da capital. Após o atropelamento, ele teria fugido até as proximidades da Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi.
O Ministério Público o denunciou por homicídio qualificado — por meio cruel e que expôs outras pessoas a perigo — e por embriaguez ao volante.
A defesa do acusado tem 10 dias para apresentar a resposta preliminar. O juiz também determinou a juntada de laudos e documentos utilizados na investigação, a pedido do MP.
Comentários