Justiça condena ex-prefeito de Guapé a até 18 anos por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro
27 de fev.
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Operação ‘Trem da Alegria’: ex-prefeito de Guapé e três investigados são condenados por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu na Justiça a condenação do ex-prefeito de Guapé, na Região Sul do estado, e de mais três pessoas investigadas na “Operação Trem da Alegria”, voltada a desarticular organização criminosa responsável por corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e entrega de veículos a pessoas não habilitadas.
A decisão, referente à terceira fase da operação, foi proferida pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O MPMG atuou por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Varginha, e da Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sudoeste de Minas Gerais. Outras sete ações penais relacionadas ao caso ainda estão em andamento.
As penas impostas, a serem cumpridas inicialmente em regime semiaberto ou fechado, variam de cinco anos e nove meses a 18 anos e dois meses de reclusão.
De acordo com a denúncia, o ex-prefeito teria ajustado previamente com dois empresários a fraude de licitação para prestação de serviços envolvendo máquinas e rolo compactador, caminhões com motorista e diárias de operação. Em pelo menos três ocasiões, os empresários, combinados com o então diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), se apropriaram de aproximadamente R$ 6 mil, atestando falsamente horas de trabalho inexistentes.
O MPMG também apurou que o ex-prefeito se apropriou de uma TV avaliada em R$ 2,5 mil, destinada à Secretaria de Saúde, e direcionou o equipamento para uso particular de terceiros. Além disso, ele teria solicitado propina a um empresário do setor de urbanização, na forma de três lotes com valor total estimado em R$ 240 mil.
Sobre os demais processos, algumas ações penais já possuem instrução finalizada ou aguardam despacho do Tribunal de Justiça, enquanto outras estão prontas para julgamento, mas ainda sem data definida.
Relembre o casoA 1ª fase da Operação Trem da Alegria foi deflagrada em fevereiro de 2024, com o objetivo de desarticular a organização criminosa atuante em Guapé. Na ocasião, seis pessoas foram denunciadas pela prática de oito crimes, cumprindo-se 26 mandados de busca e apreensão nas cidades de Guapé e Rio de Janeiro, seis mandados de prisão preventiva e seis de afastamento de cargos públicos. Entre os alvos estavam o então prefeito, o procurador-geral do município, o diretor-geral do SAAE, o gestor de obras e dois empresários.
Desde então, outras sete fases da operação foram realizadas, ampliando a investigação e as ações penais contra os envolvidos.
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