Justiça em Ipatinga: último réu de caso brutal é condenado a 95 anos de prisão
8 de abr.
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MPMG obtém condenação de réu a 95 anos de prisão por crimes em Ipatinga.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um homem a 95 anos e quatro meses de prisão por crimes de homicídio qualificado, sequestro e furto ocorridos em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, em 2024. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira e marca o desfecho de um caso que envolveu outros dois réus já julgados anteriormente.
De acordo com a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Ipatinga, o processo está relacionado a um crime que causou forte comoção social pela violência empregada contra duas mulheres. As investigações apontaram que as vítimas foram mantidas em cárcere privado, submetidas a violência física e sexual e executadas com disparos de arma de fogo de uso restrito em janeiro de 2024.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo MPMG, reconhecendo que os homicídios foram praticados por motivo torpe — motivados por um desentendimento financeiro — além de terem sido cometidos com emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa das vítimas e com o objetivo de garantir a impunidade de outros crimes.
O réu condenado nesta decisão foi o último dos três envolvidos a ser julgado. Os outros dois já haviam recebido penas de 86 e 96 anos de reclusão, mas morreram durante o andamento do processo.
Além dos homicídios qualificados, a sentença também incluiu condenações por sequestro, cárcere privado qualificado e furto qualificado, praticados em concurso de pessoas e em continuidade delitiva, quando crimes da mesma espécie são cometidos em circunstâncias semelhantes de tempo e local, caracterizando sequência de ações criminosas.
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