Lula acusa inimigos da democracia de usar comércio como instrumento de coerção e critica tarifas de Trump
22 de jul. de 2025
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21), durante encontro pela democracia no Chile, que o comércio internacional vem sendo utilizado como “instrumento de coerção e chantagem” por inimigos da democracia — em clara referência às recentes tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil.
Em seu discurso, Lula criticou a chamada “guerra cultural” promovida pela extrema-direita internacional, que, segundo ele, substituiu a “diplomacia dos tanques” por controle de algoritmos, disseminação do ódio e uso do comércio como arma política.
Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando perseguição judicial contra Jair Bolsonaro no STF como justificativa. Lula rebateu dizendo que não cabe a ele intervir em decisões judiciais e que as acusações contra Bolsonaro constam nos autos do processo.
Sobre as tarifas, Lula disse que ainda espera uma mudança de postura dos EUA e destacou que o Brasil não está em guerra tarifária — por enquanto. “A guerra tarifária vai começar no momento em que eu der a resposta ao Trump, se ele não mudar de opinião”, declarou.
O presidente também defendeu que empresários brasileiros dialoguem com seus pares americanos para ajudar a resolver a crise e reforçou a importância da regulação das plataformas digitais, que também foram criticadas por Trump em sua carta. Para Lula, as sociedades continuarão ameaçadas enquanto as Big Techs permanecerem sem regras claras.
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