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Lula cobra Márcio Macêdo e reclama que ministros não participam de reuniões interministeriais


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quarta-feira (10) que o governo realiza diversas “reuniões interministeriais”, mas que muitos ministros não participam dos encontros, enviando apenas representantes.

Durante a fala, em evento no Palácio do Planalto, o petista cobrou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, para que ele exija dos demais ministros presença efetiva nas reuniões.

“A gente cria muita reunião interministerial e eu sou informado das reuniões. E nem todos os ministros participam das reuniões. Às vezes, participa da primeira e, na segunda, já manda o segundo colocado, o terceiro colocado, na quarta reunião, já manda um quarto colocado”, disse.

O presidente determinou ainda que o Macêdo ligue diretamente para os ministros e não conte apenas com mensagens enviadas pelo WhatsApp. “Primeiro, se a gente marca a reunião, todos os ministros têm que participar. Você [Márcio] tem a responsabilidade de pegar o telefone e ligar para cada ministro".

"Também, muitas vezes, a gente acha que está ligado no 'zap' e passa uma mensagem: 'reunião amanhã às 9h'. Nem sempre todo mundo vê. É importante pegar o telefone e ligar para a pessoa", emendou Lula.

As declarações ocorreram durante cerimônia no Palácio do Planalto para anunciar R$ 425 milhões em investimentos em programas para catadores de recicláveis. O evento marcou as atividades da 4ª reunião ordinária do Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica (CIISC). A pasta da Secretaria-Geral da Presidência tem, entre outras atribuições, a finalidade de ser o canal de interlocução do governo federal com os movimentos sociais. Nesse sentido, Lula cobrou do ministro fazer um acompanhamento sistematizado “mês a mês” sobre aquilo que está sendo entregue.

“São R$ 425 milhões. É muito dinheiro, em várias frentes de trabalho que vão acontecer em vários momentos. Vocês criaram um comitê, de vários ministérios, para cuidar dessa questão e garantir que as ações sejam realmente implementadas. Não podemos anunciar uma quantidade de investimentos dessa magnitude sem um acompanhamento sistemático para assegurar que cada passo está sendo cumprido", afirmou.

Após o evento, o ministro foi questionado por jornalistas sobre as declarações de Lula e disse que essas cobranças ocorrem de forma geral. “O presidente tem dito a todos os ministros para que todos os investimentos que ele tem anunciado sejam monitorados para que ele possa acontecer na prática, então o que ele disse hoje é uma determinação que tem feito a todos nós", respondeu.

Essa não é a primeira vez que o petista faz cobranças públicas ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência. No Dia do Trabalhador, em 1º de maio deste ano, ele reclamou que havia poucas pessoas no ato e culpou o auxiliar pela desmobilização dos sindicalistas e da classe trabalhadora.
Fonte: O Tempo

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